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Policial

Homem que matou para vingar morte do irmão é condenado a 21 anos

O julgamento ocorreu nesta sexta-feira, dia 13 de fevereiro, na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande.

Dourados News

14 de Fevereiro de 2026 - 09:11

Homem que matou para vingar morte do irmão é condenado a 21 anos
Priscila Gonçalves Alves e Pedro Vilha Alta Torres foram assassinados, esquartejados e queimados em Campo Grande - Crédito: (Reprodução)

Paulo Bial Torres, de 45 anos, foi condenado a 21 anos, 4 meses de prisão em regime fechado pela morte de Alexandre Leuvio Marcelino, de 28 anos. O julgamento ocorreu nesta sexta-feira, dia 13 de fevereiro, na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande.

Segundo o site Campo Grande News, o crime aconteceu em julho de 2024, no Bairro Vivendas do Parque, e Paulo buscava vingar a morte do irmão Pedro Vilha Alta Torres, que foi esquartejado e incendiado junto com a esposa, Priscila Gonçalves Alves, em agosto de 2021.

Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, Paulo estava em uma motocicleta quando se aproximou da vítima e atirou pelas costas. O alvo seria outro homem, mas Alexandre acabou sendo atingido por engano. Ele ainda conseguiu correr e pedir ajuda, porém morreu no hospital.

Além do homicídio, Paulo também foi condenado por disparo de arma de fogo em via pública. Somadas, as penas chegaram a 21 anos, 4 meses e 20 dias de reclusão. O juiz determinou o cumprimento imediato da sentença e fixou indenização mínima de R$ 10 mil por danos morais aos familiares da vítima.

Motivação

Paulo acreditava que o verdadeiro alvo, Jhon Peter Lucas Martins, teria envolvimento na morte do irmão dele, Pedro Vilha Alta Torres, e da cunhada, Priscila Gonçalves Alves, assassinados em agosto de 2021. O casal foi esquartejado, incendiado e parte do corpo foi encontrada em uma vala na BR-262, sem as pernas e sem a cabeça.

O assassinato do casal foi um dos casos mais emblemáticos dos últimos anos em Campo Grande. Eles foram mortos, esquartejados e queimados antes de ter partes do corpo deixadas às margens da BR-262, em Campo Grande, no dia 16 de agosto de 2021. Inicialmente, restos mortais carbonizados foram encontrados em uma vala às margens da rodovia. Dias depois, exames de DNA confirmaram que os corpos eram de Pedro e Priscila.

Ao longo das investigações, outros restos mortais foram localizados. Em 2022, uma ossada encontrada em um terreno baldio no Bairro Moreninha IV também passou por perícia. Em 2025, a Polícia Civil confirmou, por meio de exame genético, que os fragmentos pertenciam a Pedro, encerrando anos de incerteza para a família.

Pelo assassinato do casal, três pessoas foram denunciadas. Duas foram condenadas a mais de 50 anos de prisão, e uma terceira acusada foi absolvida.