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Economia

Clientes já acham litro da gasolina a R$ 2,39 na capital e empresários reclamam

O litro da gasolina, que chegou a custar R$ 3,00 em meados de abril, agora já é encontrado até por R$ 2,39

Midiamax

10 de Junho de 2011 - 13:23

Enquanto os consumidores de Campo Grande comemoram a queda nos preços dos combustíveis em junho, os donos de postos garantem que diminuíram a margem de lucro por causa da concorrência. O litro da gasolina, que chegou a custar R$ 3,00 em meados de abril, agora já é encontrado até por R$ 2,39. Já o etanol, que antes custava R$ 2,50 o litro, pode ser comprado até por R$ 1,74.

Na tentativa de impulsionar para baixo o preço do combustível, consumidores se uniram através de redes sociais e realizaram um manifesto, que consistia em abastecer valores baixos, como R$ 0,50 e pedir nota fiscal.

O professor Ronaldo Silva, de 32 anos, disse que não pôde participar da manifestação, mas que na época em que o preço da gasolina chegou a R$ 3,00, pensou em começar a trabalhar a pé. “Quase abri mão do carro, pois não conseguia arcar com o preço da gasolina”, destaca.

Já o funcionário público, Hélio Domingos, de 42 anos, disse que em abril e maio chegou a seguir para o trabalho de ônibus para economizar combustível. Hélio explica que só usava os carros quando saia com toda a família ou em ocasiões especiais.

Postos

A gerente de um posto de combustível de Campo Grande, Neusa Aparecida Leite, de 49 anos, explica que a maioria dos postos está trabalhando sem margem de lucro, e os preços de venda diminuíram por causa da concorrência.

Segundo Neusa, os preços baixos fazem parte de uma estratégia de mercado para não perder clientes. “Os nossos preços de compra não abaixaram e estamos sobrevivendo dos outros serviços e bom atendimento”, destaca.

De acordo com a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Bicombustível (Anp), de 29 de maio a 4 de junho, o preço de compra do litro da gasolina, para os comerciantes de Campo Grande, variaram de R$ 2,27 a R$ 2,51.

No mesmo período, o preço do litro do etanol variou de R$ 1,53 a R$ R$ 2,00.

O Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Automotivos, Lubrificantes e Lojas de Conveniência de MS (Sinpetro), também garante que os donos de postos não estão tendo lucro para comercializar os combustíveis com preços menores.

Para o Sinpetro os postos adotaram o preço da concorrência e estão assumindo as despesas para manter a clientela. O sindicato ainda alerta que existiria a possibilidade de fechamento de alguns postos em Campo Grande.