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Economia

Economia da União cai em abril, mas dispara em 2011

Reuters

26 de Maio de 2011 - 14:00

A economia feita pelo governo central caiu em abril ante o mesmo mês do ano anterior, mas no quadrimestre o superávit primário aumentou 68 por cento frente a 2010 e já superou a meta fixada para agosto, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta quinta-feira.

O secretário do Tesouro, Arno Augustin, afirmou que o governo optou por manter um maior rigor fiscal no início do ano para contribuir para o desaquecimento da atividade. A avaliação é que a economia já cresce com menos força, e não está sendo estudada, segundo ele, o cumprimento de um resultado primário superior à meta.

"Os movimentos que o governo está fazendo são nesse sentido, de termos um segundo semestre de uma atividade econômica em um ritmo que achamos o melhor, que nao cause pressão inflacionária," afirmou o secretário a jornalistas.

O governo central, formado por Tesouro Nacional, Previdência e Banco Central, registrou superávit primário de 15,6 bilhões de reais em abril, acumulando no ano saldo positivo de 41,5 bilhões de reais. O desempenho está bem acima da meta definida para o primeiro quadrimestre do ano, de 22,9 bilhões de reais.

Para o setor público como um todo, a meta é de um superávit primário de 117,9 bilhões de reais. Deste total, 81,8 bilhões de reais correspondem à meta do governo central -dos quais 40 bilhões deveriam ser cumpridos até agosto.

O saldo de abril tradicionalmente é forte por conta da concentração sazonal de recolhimento do imposto de renda. O superávit deste ano, contudo, caiu na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando o saldo havia sido positivo em 16,6 bilhões de reais.

No período, as receitas totais cresceram 13,7 por cento, para 89,4 bilhões de reais. As despesas aumentaram em ritmo mais forte, de 17,9 por cento, para 59,4 bilhões de reais. No mesmo período, as transferências a Estados e municípios somaram 14,398 bilhões de reais.

Os dados do Tesouro mostram que nos primeiros quatro meses do ano houve desaceleração das despesas com investimentos. No período os investimentos cresceram 5 por cento frente ao mesmo período do ano passado, alcançando 13,4 bilhões de reais. Até março, os investimentos estavam crescendo 9 por cento e, até fevereiro, 25 por cento.

Augustin afirmou que o movimento "não significa uma tendência para o ano," e avaliou que em 2011 os investimentos devem crescer pelo menos 10 por cento frente ao ano passado.

O governo anunciou este ano um corte de 50 bilhões de reais nas despesas orçamentárias em um esforço para garantir o cumprimento da meta fiscal para o ano --fixada em 117,9 bilhões de reais para todo o setor público-- e conter a demanda e a inflação.

Até abril, no entanto, o superávit primário maior da União resultou principalmente de um crescimento das receitas, que tiveram alta de 17,9 por cento. As despesas aumentaram 9,7 por cento no mesmo período.