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Economia

Exportações de carne bovina brasileira cresce quase 25%

Midiamax

14 de Julho de 2011 - 14:41

O futuro é rodeado de perspectivas positivas para o setor de carne bovina brasileira. De acordo com a Confederação de Agricultura Agropecuária (CNA), o Brasil deve exportar, até o fim do ano, cerca de dois milhões de toneladas desse tipo de carne. Quase 25% a mais do que o exportado em 2010, período em que o país atingiu a marca de 1,6 milhão de toneladas.

Visando esse mercado em plena ascensão, será realizado em São Paulo, de 23 a 25 de agosto, a 10ª edição da TecnoCarne - Feira Internacional de Tecnologia para a Indústria da Carne.

Ao todo, serão 650 marcas expositoras, de diversas partes do Brasil e do mundo, expondo o que há de mais moderno e funcional dentro dos mais variados segmentos que compõem esse setor: ingredientes e aditivos, embalagens, refrigeração, logística, produtos e serviços, tratamento de efluentes e higienização, equipamentos e acessórios, entre outros.

Um dos principais fatores para a boa fase do mercado bovino é que, além do aumento na produção e na exportação, o valor da arroba do boi gordo vem batendo recordes. Nos primeiros meses de 2011, a BM&F Bovespa já acusava preços que ultrapassavam a casa dos R$100, enquanto no começo de 2010 esse valor girava em torno dos R$75,00.

Em 2008, por conta de uma inadequação no sistema nacional de rastreabilidade do gado, o Brasil acabou sofrendo um embargo pela União Europeia (EU) que prejudicou a comercialização com o velho continente. No entanto, os excelentes números – tanto os já registrados quanto os estimados para o segundo semestre de 2011 - indicam que, aos poucos, esse obstáculo está sendo rompido e as exportações para estes países retomadas.

Em contrapartida à queda nas vendas aos países da UE, as exportações para mercados como Oriente Médio, Rússia e Hong Kong apresentaram um eminente crescimento nos últimos anos. Segunda a CNA, em 2010, por exemplo, o Brasil vendeu cerca de U$3,86 bilhões em carne bovina in natura (não industrializada) para estes países, o que representa um aumento de 27% em relação a 2009.