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ECONOMIA

Indústria estadual mantém otimismo para os próximos seis meses

Os empresários estão mais animados em relação às exportações, demandas por seus produtos, aquisições de matérias-primas e contratações

Daniel Pedra/Assessoria

30 de Junho de 2014 - 08:38

A Sondagem Industrial, realizada em maio deste ano pelo Radar Industrial da Fiems junto às empresas sul-mato-grossenses, destaca que os empresários industriais de Mato Grosso do Sul continuam otimistas para os próximos seis meses. Os destaques são para as exportações de produtos industrializados, que obteve 56,8 pontos, e pelas demandas por seus produtos, que alcançou 56,5 pontos.

Já as aquisições de matérias-primas apresentaram indicador de 54,7 pontos, enquanto as contratações de empregados atingiram 50,2 pontos, ressaltando que os resultados a partir dos 50 pontos indicam a ocorrência de expectativas positivas para os próximos seis meses. De acordo com o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, apenas as contratações devem ficar relativamente estáveis para o período, ocorrendo em um ritmo menos intenso que o esperado para as demais variáveis pesquisadas.

“Depois de seis meses, a produção industrial volta a crescer no Estado. Desde novembro de 2013 a produção industrial sul-mato-grossense não apresentava crescimento no comparativo com o mês imediatamente anterior. O período foi interrompido em maio deste ano, repetindo o mesmo padrão observado em 2013”, detalhou Ezequiel Resende, completando que, porém, o crescimento indicado não foi suficiente para elevar o nível de utilização da capacidade instalada, que seguiu abaixo do usual para o período.

ICEI

Já o Índice de Confiança do Empresário Industrial em Mato Grosso do Sul (ICEI/MS) melhorou em junho, alcançando 53,4 pontos. “O resultado foi influenciado, principalmente, pela redução do pessimismo apresentado pelos industriais sul-mato-grossenses quanto às atuais condições da economia brasileira. Contudo a avaliação continua ruim, marcando 40,2 pontos, ou seja, permanecendo bem abaixo da linha divisória dos 50 pontos. Por fim, o desempenho projetado para a empresa nos próximos seis meses foi a variável com melhor avaliação, obtendo o resultado de 60,7 pontos”, informou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.

Em junho, para 50% dos respondentes as condições atuais da economia brasileira pioraram, enquanto no caso da economia estadual, na mesma comparação, a piora foi apontada por 39,1% dos participantes. Por fim, com relação à própria empresa, as condições atuais estão piores para 24,5% dos respondentes. Já 41,3%, 52,2% e 51,1% dos entrevistados disseram que não teve alteração nas atuais condições da economia brasileira, estadual e no desempenho da própria empresa, respectivamente.

Para os próximos seis meses, 34,1% dos respondentes mostraram-se pessimistas em relação à economia brasileira, enquanto no caso da economia estadual, na mesma comparação, os que disseram estar pessimistas alcançou a marca de 28,3%. Por fim, com relação ao desempenho da própria empresa, considerando os próximos seis meses, apenas 6,5% dos respondentes mostraram-se pessimistas, sendo que 46,8%, 47,8% e 47,8% disseram que, no mesmo período, não deve haver alterações em relação à economia brasileira, estadual e no desempenho da própria empresa, respectivamente.