ECONOMIA
Mato Grosso do Sul inicia a colheita da safrinha de milho
Famasul aponta que menos de 1% da área plantada foi colhida. Maior parte da produção deve ser colhida a partir de julho.
Agrodebate
16 de Junho de 2014 - 10:45
Alguns produtores rurais de Mato Grosso do Sul já iniciaram a colheita do milho safrinha. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (16) ao Agrodebate pelo analista em agricultura do Sistema Federação de Agricultura e Pecuária do estado (Famasul), Leonardo Carlotto Portalete.
Segundo Portalete, as áreas que estão sendo colhidas são pequenas e estão localizadas em pouco municípios, como Caarapó, Fátima do Sul e Dourados, representando ainda menos de 1% dos 1,461 milhão de hectares cultivados com cereal nesta safrinha.
Ele explicou que o milho que já está sendo colhido é de variedades precoces, que têm ciclo mais curto, de 90 a 100 dias, entre o plantio e a colheita. Mesmo o milho que está sendo colhido sofreu atrasos por escassez de chuva, comenta.
O analista do Sistema Famasul aponta que a maior parte da produção da safrinha do estado deve ser colhida a partir da segunda quinzena de julho, com os trabalhos sendo encerrados provavelmente no fim de agosto. O atraso ocorreu pela falta de chuva em algumas regiões e o excesso em outras, entre os meses de fevereiro e março, quando ocorre o plantio, detalha.
Portalete diz que as projeções indicam que o estado deve colher neste ciclo cerca de 7,4 milhões de toneladas de milho na safrinha e que a capacidade de armazenagem sul-mato-grossense deve ser suficiente para atender a demanda de estocagem do cereal.
O estado tem entre 7,8 milhões e 8 milhões de toneladas de capacidade de armazenagem estática. Como grande parte da soja colhida nesta safra já foi vendida, os armazéns terão condições de receber sem problemas a produção de milho. Pode ocorrer algum problema no fim da colheita da próxima safra de soja (2014/2015), se os preços do milho não estiverem em um bom patamar de remuneração e o produtor resolver segurar o produto, mas isso vai depender muito das condições de mercado, conclui.




