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Economia

No 1° semestre, setor industrial fecha 50 empregos em Sidrolândia; quase metade na área de vestuário

Os números relativos ao primeiro semestre mostram que no período foram registradas 533 contratações e 583 dispensas.

Flávio Paes/Região News

23 de Julho de 2014 - 11:00

No 1° semestre, setor industrial fecha 50 empregos em Sidrolândia; quase metade na área de vestuário
No 1° semestre, setor industrial fecha 50 empregos em Sidrolândia; quase metade na área de vestuário - Foto: Divulga

O segmento industrial de Sidrolândia, que responde por 40% dos empregos do município com carteira assinada , terminou o primeiro semestre de 2014 fechando 50 empregos, sendo 24, apenas das industrias do vestuário. Se mantém a tendência dos últimos cinco anos, de enxugamento da mão-de-obra, além de sofrer o impacto da falência da Usina Santa Olinda, de Quebra Coco, que quando encerrou suas atividades em junho de 2013, mantinha aproximadamente 250 funcionários. Entre 2010 e 2014 a área industrial cortou 621 empregos, conforme o acompanhamento do CAGED (Cadastro Geral de Empregos) do Ministério do Trabalho e Emprego. O setor começou o ano com 2.665 empregos.

Os números relativos ao primeiro semestre mostram que no período foram registradas 533 contratações e 583 dispensas. O saldo é melhor que o de igual período do ano passado, quando foram fechados 305 empregos (447 contratações e 752 demissões), resultado influenciado pelo fechamento da Usina Santa Olinda.  Em junho, o setor fechou com um saldo positivo de sete novos empregos (91 contratações e 89 demissões). A construção civil registrou saldo de 8 novos empregos (54 contratações e 46 demissões).

No âmbito estadual  o setor industrial, registrou saldo positivo na contratação de trabalhadores em 46 municípios do Estado, proporcionando a abertura de 4.643 vagas, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems. Entre as cidades com saldos positivos de pelo menos 100 vagas destacam-se Campo Grande (+1.072), Angélica (+554), Aparecida do Taboado (+280), Rio Brilhante (+272), Anastácio (+222), Dourados (+212), Chapadão do Sul (+209), São Gabriel do Oeste (+187), Fátima do Sul (+174), Nova Andradina (+156), Corumbá (+155), Itaquiraí (+146), Maracaju (+125), Camapuã (+112) e Coxim (+103). 

Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, por outro lado, no mesmo período, em 24 municípios as atividades industriais registraram saldo negativo, provocando o fechamento de 4.132 vagas. “Mais uma vez Três Lagoas está entre as cidades com saldo negativo de pelo menos 100 com 3.366 demissões, seguida bem de longe por Iguatemi (-228), Porto Murtinho (-132) e Ribas do Rio Pardo (-126). As demissões aconteceram, em sua maior parte, em três atividades da indústria da construção (obras de engenharia civil não-especificadas anteriormente, obras para geração e distribuição de energia elétrica e para telecomunicações e montagem de instalações industriais e de estruturas metálicas), que totalizaram o fechamento de 3.286 vagas. Adicionalmente, tais demissões ocorreram basicamente em Três Lagoas, onde as três atividades mencionadas foram responsáveis por 3.345 demissões”, detalhou. 

Como indicado no levantamento anterior, o fator de maior peso no desempenho observado para o município de Três Lagoas decorre, possivelmente, do encerramento de atividades ligadas à construção da Fábrica de Nitrogenados da Petrobras. “Excluindo-se as três atividades responsáveis pelos maiores volumes de demissões, o saldo em Três Lagoas seria positivo em 105 vagas, com destaque para a fabricação de celulose e de outras pastas para a fabricação de Papel, fabricação de calçados de material sintético e fabricação de artefatos têxteis para uso doméstico, que apresentaram saldo positivo de contratações de 142, 96 e 75 vagas, respectivamente”, detalhou Ezequiel Resende. 

Atividades em destaque 

Em Mato Grosso do Sul, segundo o Radar da Fiems, o período de janeiro a junho de 2014 aponta que, ao todo, 120 atividades industriais apresentaram saldo positivo de contratação, proporcionando a abertura de 5.284 vagas. Entre as atividades industriais com saldo positivo de pelo menos 100 vagas destacam-se fabricação de açúcar em bruto (+1.112), construção de rodovias e ferrovias (+553), abate de reses, exceto suínos (+468), construção de edifícios (+449), fabricação de álcool (+238), fabricação de celulose e outras pastas para a fabricação de papel (+142), fabricação de calçados de material sintético (+114), coleta de resíduos não-perigosos (+113), abate de suínos, aves e outros pequenos animais (+111) e instalações Elétricas (+111). 

Por outro lado, no mesmo período, 93 atividades industriais apresentaram saldo negativo em Mato Grosso do Sul, provocando o fechamento de 4.773 vagas. Entre as atividades industriais com saldo negativo de pelo menos 100 vagas destacam-se obras de engenharia civil não especificadas anteriormente (-2.887), obras para geração e distribuição de energia elétrica e para telecomunicações (-222), montagem de instalações industriais e de estruturas metálicas (-177) e fabricação de fios, cabos e condutores elétricos isolados (-115). 

Desempenho do emprego formal 

De janeiro a junho de 2014, a indústria foi responsável pela abertura de 511 novos postos de trabalho em Mato Grosso do Sul. O saldo obtido no primeiro semestre do ano fez com que o total de indivíduos empregados nas atividades industriais desenvolvidas no estado alcançasse o equivalente a 143.708 trabalhadores. A Indústria responde atualmente pelo 2º maior contingente de trabalhadores formais empregados no Estado, com participação de 22,2% sobre o total, atrás somente do setor de serviços, que emprega formalmente 190.298 trabalhadores com participação equivalente a 29,4%. 

Com a abertura de 511 vagas no acumulado do ano, a média para o período, considerando o intervalo de 2005 a 2014, é 6.186 vagas, enquanto para todo o conjunto da economia estadual, no primeiro semestre deste ano, foram criadas 8.946 vagas, com a média de 17.586 novos postos de trabalho para o período entre 2005 a 2014. No acumulado do ano, o segmento de serviços apresenta o maior saldo na geração de empregos formais em Mato Grosso do Sul, com 6.442 novas vagas abertas de janeiro a junho, enquanto na sequência aparece a agropecuária, com 2.349 novos postos de trabalho, seguida pela indústria, com 511, administração pública, com 3, e, por fim, comércio, que, na contramão dos outros setores, ao invés de abrir, fechou 359 vagas no período.