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Economia

Sistema pecuária-floresta pode render até R$ 1,4 mil por ha, diz especialista

A avaliação foi feita pelo instrutor do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em Mato Grosso do Sul (Senar/MS), Ramiro Juliano da Silva

Agrodebate

25 de Agosto de 2014 - 08:34

O sistema integrado de produção que envolve a pecuária e o cultivo de florestas plantadas podem render ao produtor rural de Mato Grosso do Sul até R$ 1,4 mil por hectare ao ano, sendo uma importante alternativa para a diversificação das atividades.

A avaliação foi feita pelo instrutor do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em Mato Grosso do Sul (Senar/MS), Ramiro Juliano da Silva, em palestra sobre o cultivo de eucalipto como opção de diversificação, na Feira do Empreendedor, promovida pelo Sebrae/MS, em Campo Grande.

Segundo Silva a vantagem do sistema silvipastoril na propriedade rural não está ligada só à rentabilidade. “Em uma área de no mínimo cinco hectares já é possível fazer essa integração. A junção pecuária-floresta é a mais viável economicamente, mas também contribui para a reforma de pastagens degradadas”, destaca o instrutor, ao sinalizar as áreas degradadas um grande desafio da pecuária sul-mato-grossense. O estado possui atualmente 50% do número de suas pastagens degradadas.

Para consultora técnica da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Daniele Coelho, o sistema de integração diversifica e dinamiza a propriedade rural, gerando diferentes fontes de renda.

“Quando você integra, é possível minimizar riscos econômicos e ambientais”, considera Daniele, que define a integração de culturas como uma ação empreendedora. “Essa também é uma forma de fazer com que o produtor domine diversas áreas, tanto do agronegócio, quanto do empreendedorismo”.