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ECONOMIA

Superprodução americana e brasileira derruba preço do milho a R$ 14,50

Até ontem o preço médio praticado no mercado era de R$ 15,50 a saca de 60 quilos, 12,92% abaixo do preço mínimo fixado pelo Governo Federal.

Flávio Paes/Região News

10 de Setembro de 2014 - 13:00

A euforia com a grande produção obtida com o milho safrinha em Sidrolândia deu lugar a preocupação com a queda no preço do grão. Segundo o ex-presidente do Sindicato Rural, Osório Straliotto, já há empresas oferecendo R$ 14,50 pelo preço da saca de 60 dias, 18,53% abaixo do preço mínimo fixado pelo Governo Federal. “Este preço não cobra nem os custos de produção”, assegura Osório.

Até ontem o preço médio praticado no mercado era de R$ 15,50 a saca de 60 quilos, 12,92% abaixo do preço mínimo fixado pelo Governo Federal. Nesta mesma época do ano na safra passada, o preço beirava os R$ 20,00. Esta queda é resultado da super-produção brasileira e americana do grão, que provocou o desequilíbrio entre oferta e procura.

Superprodução americana e brasileira derruba preço do milho a R$ 14,50“Este preço não paga o custo de produção”, avalia o produtor Paulo Stefanello, que plantou 1.800 hectares e alcançou uma produtividade média de 105 sacas por hectare, acima do rendimento médio do município que foi de 90 sacas/por hectare. Ele calcula que “só para empatar despesa e receita”, o preço tem que atingir pelo menos os R$ 17,80 do preço mínimo.

Diante desta conjuntura desfavorável, a alternativa do agricultor é segurar a produção até o início do ano que vem, período de entressafra, quando a oferta e a tendência é de reação dos preços. “O problema é que nem todo o produtor tem fôlego financeiro para segurar. Muita gente não tem capital para pagar o custeio do  plantio do milho e o da soja, que começa em outubro”, observa Paulo Stefanello.

Esta estratégia (de segurar a produção), foi adotada ano passado por grandes produtores como Lúcio Basso, que conseguiu vender obtendo mais de R$ 21,00 por saca. Assim como Stefanello, Basso é produtor com produtividade acima da média do município (colhe mais de 100 sacas por hectare), com investimento pesado em tecnologia.