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Esporte

Pato revela mágoa por não ir à festa do Beira-Rio: "Poderiam ter lembrado

Depois dos gols de Pato e Luiz Adriano o Inter avançou para a decisão e bateu o Barcelona com gol de Adriano Gabiru

Globoesporte.com

21 de Agosto de 2014 - 14:39

Uma das maiores promessas já reveladas pelo Inter, Alexandre Pato viveu uma noite especial nesta quarta-feira. Sete anos depois de deixar o clube com apenas 17 anos, o atacante voltou ao Beira-Rio para enfrentar o ex-clube pela primeira vez no estádio que já foi a sua casa.

Literalmente. Pato morou nos alojamentos do Inter durante vários anos antes de seguir para o Milan, da Itália. Porém, apesar do carinho que ainda nutre pelo Colorado, há uma ponta de mágoa por parte do jogador. Ele esperava ter sido convidado para a festa de reinauguração do novo Beira-Rio, que reuniu vários ídolos do clube.

Autor do primeiro gol na vitória por 2 a 1 sobre o Al-Ahly na semifinal do Mundial de 2006, Pato desabafou após bater o ex-clube pelo São Paulo nesta quarta-feira em entrevista ao SBT. Questionado se voltaria a atuar no clube, ele externou a mágoa:

- Não sei se jogaria. Poderiam ter lembrado de mim e do Luiz Adriano na festa do Beira-Rio. Mas são coisas do futebol, que acontecem. Se não fossem os nossos dois gols na semifinal não teríamos chegado à final - disse.

Depois dos gols de Pato e Luiz Adriano o Inter avançou para a decisão e bateu o Barcelona com gol de Adriano Gabiru.

Porém, apesar do evidente descontentamento com a ausência na festa, realizada em abril deste ano, o carinho de Pato pelo clube que o revelou segue intacto. O jogador do São Paulo disse na mesma entrevista que chegou a se emocionar ao passar pelo Beira-Rio e relembrar os momentos nas categorias de base do Inter.

- Foi uma noite muito especial para mim. Quando eu vim no ônibus do hotel para o estádio, quando eu vi o Beira-Rio, liguei para a minha mãe e começamos a chorar. Passei toda a minha infância aqui, fiquei longe da minha família. Ainda bem que vim sozinho no banco porque se não o pessoal ia me zoar. A minha mãe também chorou. Até falei para o Kaká quando cheguei: "foi aqui que eu morei" - lembrou.

Apesar de ter sido bem recebido pelos funcionários do clube e pelo técnico Abel Braga, que foi quem o lançou, o camisa 11 do São Paulo foi marcado pelos torcedores vermelhos, principalmente no primeiro tempo. Pato foi vaiado a cada toque na bola. Apesar de "caçado", não se abateu e foi um dos destaques da vitória tricolor com boas jogadas e empenho.