Mato Grosso do Sul
Cervo indiano aparece no Pantanal de Mato Grosso do Sul, ataca touros e vira ameaça para o bioma
Animal apareceu em uma fazenda do Estado e foi perseguido por cães.
Midiamax
19 de Fevereiro de 2026 - 14:32

Nativo do continente asiático, com origem principal na Índia, o cervo-axis, também chamado de cervo chital, chegou ao Pantanal de Mato Grosso do Sul. O avistamento da espécie invasora foi registrado em janeiro de 2026 e já preocupa pesquisadores, que consideram a aparição uma ameaça ao bioma.
As informações foram divulgadas pelo portal O Eco, especialista em jornalismo ambiental. De acordo com a apuração, o cervídeo invasor foi visto na região no Pantanal do Nabileque, entre a fronteira do Brasil com o Paraguai e a Bolívia, em uma fazenda localizada a cerca de 100 quilômetros ao sul da cidade de Corumbá.
O registro foi documentado por um funcionário da propriedade. Em relato, ele afirmou que o cervo-axis atacou touros e foi perseguido por cães. Além disso, o trabalhador também declarou que a aparição do animal, nunca antes visto na região, foi uma surpresa para todos.
Como cervo da Índia chegou ao Pantanal?
O fato da área, caracterizada como “chaco úmido”, ser de difícil acesso, leva especialistas a acreditarem ser improvável que o cervo invasor tenha sido levado até o local ou escapado de algum cativeiro próximo.
“Tudo indica uma dispersão ativa deste indivíduo. Não está claro se há ocorrência desta espécie invasora na região do Chaco no Paraguai, mas vale ressaltar que o país, até recentemente, não possuía legislação restringindo a posse, transporte e manejo de espécies exóticas”, diz o artigo publicado pelo portal O Eco.
Os pesquisadores destacam a preocupação com a entrada do cervo no Pantanal por ser mais uma espécie exótica e, neste caso, um mamífero de grande porte que pode ultrapassar os 100 kg de massa corporal, impondo riscos a espécies nativas.
“O Pantanal abriga as maiores populações de duas espécies de cervos: o cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus), ameaçado de extinção na escala global e nacional, e o veado campeiro (Ozotoceros bezoarticus leucogaster). Além destas, o bioma também abriga populações vigorosas de veado catingueiro (Subulo gouazoubira) e veado mateiro (Mazama rufa)”, frisa O Eco.




