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Policial

Adolescente confessa assalto e violência sexual contra grávida de 8 meses

A polícia já sabia quem era o menor envolvido na ação que, inclusive, mora em uma chácara vizinha à da família assaltada

Midiamax

04 de Janeiro de 2011 - 07:27

O advogado de W.V.O., de 15 anos, negociou a apresentação dele na tarde desta segunda-feira, na sede da Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (Deaij). Ele foi ouvido pelo delegado Maércio Alves Barboza.

Na semana passada, Maércio Barboza encaminhou um pedido de mandado de busca e apreensão do menor, que é apontado como comparsa de Antônio Wanderly Rocha da Luz, o homem que planejou e executou um assalto a uma chácara no Jardim Itamaracá em Campo Grande, no dia 23 de dezembro.

Depois de impor terror e fazer um “limpa” na casa, eles cometeram violência sexual contra duas mulheres, sendo uma delas grávida de oito meses.

O pedido foi concedido no dia 31, pelo juiz de plantão do fórum de Campo Grande, Wilson Leite. Segundo Maércio Barboza, o menor não tem registro na polícia como adolescente infrator.

A polícia já sabia quem era o menor envolvido na ação que, inclusive, mora em uma chácara vizinha à da família assaltada. Segundo uma das vítimas, W.V.O. foi o mais violento em toda a ação. Segundo Wanderley Rocha, foi o adolescente que teve a ideia de violentar sexualmente as duas mulheres.

Independente de quem teve a ideia, a lei agora diz que qualquer ato que remeta a sexualidade sem o consentimento da vítima como, por exemplo, obriga-la a fazer sexo oral ou ser tocada é caracterizado como estupro, explica Maércio Barboza. 

Wanderly nega conjunção carnal com as mulheres, mas assume que obrigou a grávida a fazer sexo oral nele. Ainda de acordo com sua versão, o menor violentou a amiga da família que iria passar o natal na casa, juntamente com seu esposo e uma filha. Os visitantes foram rendidos quando chegavam à chácara.

Versão

O advogado do adolescente, Paulo Pedraza, conversou com a reportagem, enquanto seu cliente prestava depoimento ao delegado Maércio Barboza. Segundo ele, W.V.O. confirmou participação no assalto e estupro da mulher que iria passar o Natal com a família dona da chácara. Ele nega conjunção carnal com a grávida.

Ainda de acordo com o advogado, o menor disse que foi induzido por Wanderley para cometer o assalto e que, inclusive, ligou para os pais do menor dizendo que os dois iriam pintar uma casa. Isto para justificar a saída do garoto da casa dos familiares.

O menor ainda teria revelado ao advogado que fez um acerto com Wanderley, ficando com o relógio Rolex (valor de R$ 16 mil) e uma pequena quantidade em dinheiro.

Desde o dia do crime (23 de dezembro) até hoje o menor teria ficado escondido em um matagal próximo à sua casa.

O delegado Maércio Barboza disse que durante o depoimento o menor não esboçou nervosismo e nem arrependimento. O adolescente confessou que tanto ele quanto Wanderley Rocha estupraram a mulher que era visita. A grávida foi obrigada a fazer sexo oral nos dois.

Ao contrário do depoimento de Wanderley, o menor disse que seu comparsa foi o autor da ideia da violência sexual contra as duas mulheres. Em apenas um ponto eles falam a mesma coisa: as duas foram violentadas depois que os dois fizeram o “limpa” na casa, retornaram, retiraram as duas do banheiro e praticada a violência.

Segundo o delgado, os pais de W.V.O. estão chocados com o fato do filho estar envolvido no assalto e estupros. Eles não quiseram falar com a imprensa.

O menor foi encaminhado para a Unidade Educacional de Internação (Unei) Los Angeles. O tipo de "penalidade" será definida por um juiz da infância e juventude.