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Policial

Empresário confessa ter matado arquiteta em Campo Grande

A informação sobre a confissão do crime foi repassada pelo advogado assistente de acusação, João Milagres.

Midiamax

07 de Janeiro de 2011 - 17:00

O empresário Luiz Afonso de Andrade confessou perante o juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª vara do Tribunal do Juri, que é o assassino da ex-mulher, a arquiteta Eliane Nogueira, 39 anos. O crime aconteceu no dia 2 de julho de 2010. Até agora, embora as evidências indiquem a participação de Andrade, ele sempre negou o crime.

A informação sobre a confissão do crime foi repassada pelo advogado assistente de acusação, João Milagres. Luiz Afonso está no fórum de Campo Grande, onde acontece audiência.

A imprensa não pode acompanhar a audiência, mas a informação é de que já estão acontecendo as alegações finais. Tudo indica que hoje deve ser definida a data do julgamento de Luiz Afonso.

Luiz Afonso está detido no Presídio de Trânsito (Ptran) e chegou algemado e escoltado para a audiência. Na cela onde está sob custódia estão outros oito homens. A informação é que o empresário sempre lê livros espíritas e, como todo aquele que comete homicídios contra mulheres ou crianças, não é bem quisto pela massa carcerária, porém não há informações sobre atritos com outros detidos.

Versão do réu

De acordo com o advogado João Milagres, o empresário Luiz Afonso teria dito ao juiz Carlos Alberto Garcete que os motivos do crime foram ciúme e problemas financeiros. Ele afirmou que estava com muitas dívidas pessoais e da empresa, mas estava separado de Eliane Nogueira havia três dias.

Luiz Afonso aproveitou qu o casal foi a um coquetel na noite do crime para se aproximar de Eliane. Depois do evento social eles saíram para jantar, mas o restaurante escolhido estava fechado. Os dois saíram de carro e pararam para conversar na rua Arthur Jorge, quase perto da Avenida Mato Grosso, e acabaram discutindo.

Segundo a versão do empresário, foi durante esta discussão que ele deu um golpe de de imobilização, conhecido como gravata, momento que Eliane desmaiou. Luiz Afonso diz que saiu com a mulher pela cidade, passou por seu escritório onde pegou um líquido inflamável e foi até chegar ao local do crime.

No local, Luiz Afonso disse que jogou o líquido, jogou sobre Eliane e depois ateou fogo. Ele afirma que se arrependeu ao ver as chamas e tentou entrar no carro para retirá-la, mas não conseguiu devido a intensidade das chamas.

O caso

Eliane Nogueira foi encontrada carbonizada em seu próprio veículo, no dia 2 de julho, na região do bairro Tiradentes, em Campo Grande. Desde esse dia, Luiz Afonso está preso.

Durante a investigação, descobriu-se pedaços da camisa do acusado no corpo carbonizado de Eliane. O inquérito policial descobriu também a falta de cinco litros de aguarrás, solvente que o acusado teria usado para queimar o carro no dia do crime. O produto era guardado na empresa de Luiz Afonso, um negócio ligado a iluminação. Um funcionário da empresa confirmou para a polícia a subtração da aguarrás.

Imagens captadas pelo circuito interno de uma conveniência situada a 1,4 mil metros do local do crime, mostram o empresário passando por lá com o carro da arquiteta, depois retornado a pé. O depoimento de um taxista que levou Luiz Afonso até a empresa na madrugada do crime também reforça a tese de que o empresário matou a ex-mulher.