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Policial

Engenheiro eletrecista morre em tentativa de assalto à construtora

A secretária da empresa disse que ele reagiu ao roubo e na parede a Polícia encontrou marcas que indicam que o engenheiro lutou com os bandidos.

Campo Grande News

19 de Abril de 2011 - 16:11

O engenheiro eletricista Severino de Souza Júnior morreu por volta das 14 horas desta terça-feira em uma tentativa de assalto à construtora BC Iluminação e Construção Civil Ltda, localizada na rua Joaquim Dornellas, Vila Bandeirantes, em Campo Grande. A Polícia investiga também a hipótese do crime ter sido um acerto de contas.

Ele foi atingido por um tiro perto da cabeça e morreu antes de ser socorrido. A secretária da empresa disse que ele reagiu ao roubo e na parede a Polícia encontrou marcas que indicam que o engenheiro lutou com os bandidos.

O empreiteiro Jorge Rodrigues, 45 anos, é a principal testemunha do caso. Ele e o engenheiro civil Marcelo Vicente viram os autores antes do crime.

Jorge conta que ao entrar na empresa para mostrar peças, viu dois rapazes encostados no Ford Pampa dele e imaginou que eles fossem fazer entrevista para emprego no local, não suspeitando que fossem bandidos.

Ele mostrou as peças, saiu e retornou para o escritório. Os rapazes entraram em seguida e anunciaram o assalto. Um deles estava com um revólver calibre 38.

Jorge relata que quando os assaltantes deram voz de roubo, ele correu para a sala onde funciona o setor financeiro, trancou a porta e ligou para a Polícia.

Enquanto falava com o serviço de emergência, os bandidos tentavam abrir a porta. Jorge declara que os autores forçavam para abrir e ele colocava um armário na porta, ao mesmo tempo em que fornecia o endereço do local à Polícia.

Quando percebeu que os assaltantes pararam de tentar abrir a porta, saiu e viu Severino caído no corredor, em frente à sala do setor financeiro. Ele diz que não ouviu o tiro.

O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas quando os militares chegaram ao local, o engenheiro já estava morto.

No momento do crime, que durou poucos minutos, havia de quatro a cinco pessoas na empresa, onde trabalham oito pessoas. Jorge disse que “não havia um centavo no cofre”.

O sócio da empresa declarou que viu os autores momentos antes encostados no muro da empresa, no interior de um terreno baldio vizinho. Ele os descreveu como sendo jovens - 18, 19 anos, usavam calça jeans, sendo que um estava com blusa vermelha e outro listrada.

Moradores da região falaram que viram os rapazes perambulando pela região desde a manhã de hoje. Eles foram vistos também comprando refrigerante em uma conveniência na rua Brilhante, após o crime.

O Ford Pampa em que estavam encostados foi periciado para verificar as digitais.

Outra suspeita- A Polícia não descarta a hipótese de acerto de contas porque a empresa não é de grande movimento de pessoas e também hoje não é dia de pagamento. Situações que levam bandidos a cometerem assaltos.