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Policial

Família de criança que morreu após comer pizza fala sobre o caso

Para descobrir a causa da morte a polícia enviou para um laboratório de São Paulo exames sanguíneo e estomacal da criança.

Nova News

23 de Agosto de 2013 - 10:30

A mãe do menino de três anos, que morreu depois de apresentar sintomas de uma intoxicação alimentar em Nova Andradina -cidade distante 297 quilômetros de Campo Grande. Marcia Ribeiro da Silva Amaral contou como foram os momentos dramáticos antes e após a perda do filho.

Análises de uma amostra da pizza consumida pela criança foram enviadas para São Paulo - assim espera-se tirar uma dúvida se havia ou não a presença da bactéria que causa o botulismo, na pizza que a criança comeu. A massa tinha recheio de palmito.

A família foi para Dourados se consultar com um infectologista. Em Nova Andradina não tem especialista nesta área. Pai, mãe e filha foram examinados. O médico pode ajudar a descobrir o que fez a família inteira passar mal, depois de comer uma pizza de palmito com ovo, na noite de sexta-feira. A mãe conta que o primeiro a sentir enjoo e cólica foi o caçula, Carlos Eduardo Ribeiro Amaral, de 3 anos.

“Ele acordou por volta das 11 horas com fortes dores, eu chamei o pai dele e falei: o neném ta passando mal. Ele levantou ligamos para os bombeiros, e fomos questionados se tinha outra pessoa levar, e ainda perguntaram se era só isso com o menino, foi quando meu marido ficou nervoso, tomou o celular e começou a discutir no telefone, cansamos e desligamos. Ligamos pra minha cunhada que chegou rapidinho para levar a gente”, relata a mãe.

Ao chegar ao Hospital Regional de Nova Andradina ele foi medicado e liberado. Horas depois o menino voltou a vomitar e ter convulsões. A família retornou para o hospital. A criança ficou internada até às três horas da tarde de sábado. Mas não resistiu e morreu. Ainda não se sabe a causa da morte. Os pais do menino suspeitam que a pizza possa ter provocado os sintomas, já que depois de comer o alimento, todos passaram mal. Mariana de 11 anos, a filha do meio chegou a ficar internada por dois dias.

“A gente consumiu só este tipo de alimento essa noite e as reações são as mesmas, nos fizemos exames, e o que deu no fígado dele, deu no meu, e nós não consumimos outro tipo de alimento, então veio a forte suspeita”, diz a mãe.

A Polícia Civil de Nova Andradina abriu inquérito. O delegado responsável pelo caso Augusto Milani, por enquanto trabalha com duas hipóteses - que a criança possa ter morrido por intoxicação alimentar ou que uma medicação errada possa ter sido aplicada no hospital.

Para descobrir a causa da morte a polícia enviou para um laboratório de São Paulo exames sanguíneo e estomacal da criança. A previsão é que o resultado cheguem só na próxima semana. Enquanto isso o delegado pretende ouvir o dono do bar, os médicos que atenderam Carlinhos no hospital e toda a família.

O comandante do Corpo de Bombeiros de Nova Andradina, Major Matos, informou que se comprometeu com a família em apurar o que ocorreu. Mas ressaltou que, em nenhum momento, o atendente disse que não faria o atendimento.

Ele explicou que há um protocolo para atendimentos de emergência e que se faz necessário realizar perguntas para avaliar a real necessidade de transporte de emergência e até para verificar se a ligação é um trote. Nervoso, com as perguntas, o pai do menino que morreu teria desligado o telefone. O resultado deve ficar pronto em, aproximadamente, 20 dias.