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Policial

Homem é morto e adolescente apreendido durante abordagem policial em Ladário

A família afirmou que Dorinei era usuário de drogas e o adolescente o fornecedor dele

Diário Corumbaense

10 de Abril de 2015 - 15:12

Um homem foi morto e um adolescente apreendido durante uma abordagem da Polícia Militar de Ladário, a 426 quilômetros de Campo Grande. Dorinei Alves Vilalba, de 35 anos, levou um tiro nas nádegas, após supostamente atirar contra os policiais e morreu a caminho do hospital.

De acordo com o site, na noite de quarta-feira (8), os militares foram acionados com a informação de que havia homens armados no Bairro Alta Floresta. Assim que viu a polícia se aproximando, a vítima e o adolescente, de 14 anos, fugiram em uma motocicleta, mas acabaram derrapando em uma curva metros depois.

Com a queda, o adolescente se rendeu, mas Dorinei fugiu para um matagal. Neste momento, segundo os militares, o homem teria disparado duas vezes contra eles, que revidaram outros dois tiros.

Conforme a delegada responsável pelo caso, Paula Ribeiro dos Santos Oruê, os policiais foram até o matagal para fazer uma varredura, mas não encontraram o suspeito, apenas uma arma calibre 38 e 27 papelotes de pasta base.

“Eles saíram do matagal, ouviram ruídos e quando voltaram, se depararam com o Dorinei já alvejado. Os policiais o socorreram e o levaram até uma ambulância do Samu, mas ele não resistiu ao ferimento”, afirmou a delegada.

Já o adolescente, alegou que não conhecia a vítima e que estava em uma ‘corrida’ de moto táxi. Para a delegada, ele contou que usou o telefone público para acionar Dorinei como moto táxi, porém, nenhum telefone celular foi encontrado com ele. Além disso, testemunhas relataram que o jovem estava a algum tempo com a vítima e até havia comprado cigarros para ele.

A família afirmou que Dorinei era usuário de drogas e o adolescente o fornecedor dele. Ainda assim o rapaz negou as acuações e alegou que a vítima não parou durante a abordagem policial porque não tinha carteira de habilitação e que aparentava estar sob efeito de drogas.

Dorinei não tinha passagem policial, mas há indícios de que ele já havia se envolvido em situação de furto. Além disso, ele havia sido baleado em 2009 e tinha os projéteis ainda no corpo, um na mão e outro no ombro.