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Policial

Justiça ouve hoje vítima, testemunhas e professor acusado de pedofilia

A denúncia de pedofilia contra André Luiz, que dá aulas em três colégios de Dourados, foi feita em 13 de março

Campo Grande News

31 de Maio de 2011 - 08:53

A justiça realiza audiência nesta terça-feira, em Dourados, para ouvir vítima, testemunhas de acusação e defesa e o professor André Luiz de Oliveira, acusado de pedofilia. A audiência será às 16h.

O professor foi preso no dia 22 de março deste ano, depois de ser acusado de ameaçar a esposa, autora da denúncia. Ele está na PHAC (Penitenciária Harry Amorim Costa).

A denúncia de pedofilia contra André Luiz, que dá aulas em três colégios de Dourados, foi feita em 13 de março. A esposa dele entregou à polícia um pen drive com fotos e vídeos de adolescentes. O material tem teor pornográfico.

Um dos vídeos é da enteada do professor, de 12 anos. De acordo com a defesa, o professor recebeu o vídeo no e-mail e salvou para mostrá-lo para a mãe da adolescente. O vídeo teria sido enviado por Pipoca, amigo da garota.

Porém, inquérito policial aponta que André Luiz pode ter criado um MSN falso, com o nome Pipoca, para obter as imagens da enteada. Também ouvida pela polícia, a enteada de 12 anos conta que adicionou Pipoca no messenger após receber um convite.

Ele se identificou como sendo um homem de 27 anos, morador do Rio de Janeiro. Mas, segundo a adolescente, demonstrava saber de detalhes de sua vida. Como o fato de ter “ficado” com o primo de 15 anos. Ele ameaçava contar para a mãe da garota.

Para não ser “delatada”, ela tinha que se exibir na webcam. As imagens destas exibições estão no pen drive apreendido.

Conforme a defesa do professor, a garota, o amigo Pipoca e o primo, todos menores de idade, formavam um triângulo amoroso. Os computadores foram encaminhados ainda em março para passar por perícia em Campo Grande.A defesa também refuta a denúncia de que o professor ameaçou a esposa.

André Luiz foi denunciado no artigo 241 do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), por adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente. A pena vai de um a quatro anos de prisão.