Policial
Mapa da violência mostra queda de 13% no índice de homicídios em MS
Em 2010, para cada grupo de 100 mil habitantes, foram registrados 25,8 assassinatos, ante 30,4 de 2009
Marcos Tomé/Flávio Paes
15 de Dezembro de 2011 - 08:16
Os investimentos que o Governo de Mato Grosso do Sul têm feito em segurança pública nos últimos cinco anos estão se refletindo na redução de alguns indicadores de violência. Um estudo divulgado pelo Instituto Sangari, com base em dados do Ministério da Justiça e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, mostra que ano passado em termos absolutos o número de homicídios no Estado caiu 13%, de 727 para 632 ocorrências, incidência 1,9% menor que a de 2000, quando 644 pessoas foram assassinadas no Estado.
Em 2010, para cada grupo de 100 mil habitantes, foram registrados 25,8 assassinatos, ante 30,4 de 2009. Na Capital o resultado ainda foi mais significativo: houve uma redução de 34,2% (de 216 para 171 casos). Hoje Mato Grosso do Sul tem a 18ª taxa de homicídios do País, quando em 2000, era o oitavo estado mais violento do País com 31 homicídios por 100 mil.
O ranking atual é liderado pelo Estado de Alagoas, onde este índice é mais que o dobro (66 por 100 mil). Campo Grande que em 2000 era a 11ª capital mais violenta do País ( 39,3 homicídios por 100 mil), ano passado caiu para a 26ª posição( 21,7 por 100 mil). Em 10 anos a taxa de homicídio no Estado recuou 16,7%, enquanto na Capital, caiu 44%. .
A taxa de homicídio do ano passado (25,8 por 100 mil) foi a menor desde o início da série estatística levantada no estudo (a partir do ano 2000). O pior índice foi de 2003, 32,7 homicídios por grupos de 100 mil habitantes. No âmbito nacional o índice de homicídios caiu no país no ano passado, passando de 27 casos por 100 mil habitantes em 2009 para 26,2 em 2010.
O levantamento coordenado pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, do Instituto Sangari, fez um amplo balanço das três últimas décadas de homicídios no Brasil, com base nos dados do Subsistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde. Entre 1980 e 2010, o Brasil registrou 1,091 milhão de homicídios.
A casa do milhão de assassinatos já havia sido ultrapassada em 2008, considerando as mortes desde de 1979, o primeiro ano da divulgação dos dados. De acordo com o relatório, a média anual de mortes por homicídio no país supera o número de vítimas de enfrentamentos armados no mundo. Entre 2004 e 2007, 169,5 mil pessoas morreram nos 12 maiores conflitos mundiais.
No Brasil, o número de mortes por homicídio nesse mesmo período foi 192,8 mil. "Fica difícil compreender como, em um país sem conflitos religiosos ou étnicos, de cor ou de raça, sem disputas territoriais ou de fronteiras, sem guerra civil ou enfrentamentos políticos violentos, consegue-se exterminar mais cidadãos do que na maior parte dos conflitos armados existentes no mundo", diz o documento
Nas últimas três décadas, houve mudanças importantes no perfil das cidades que lideraram o ranking de violência. Entre os sete primeiros colocados no rankings de Estados até o ano 2000, seis registraram quedas nas taxas de homicídios e despencaram posições na última década. São Paulo é o Estado com a maior queda de 2000 a 2010. Caiu 67% no período e passou da 4.ª posição para a 25.ª. O Rio, que ficava em 2.º lugar, foi para a 17.º.
No lado de baixo da tabela, a situação é oposta. Estados que no ano 2000 eram considerados tranquilos tiveram escalada de homicídios. A Bahia, onde a taxa de homicídios cresceu 303% e alcançou 37,7 homicídios por 100 mil habitantes em 2010, foi a unidade da federação com maior aumento no período. Passou da 23.ª posição para a 7.ª.
O crescimento da taxa de assassinatos no Pará foi de 252% no período e a de Alagoas alcançou 160%, o que levou o Estado subir da 11.ª colocação para a primeira posição no ranking. Os municípios com população entre 10 e 100 mil registraram os maiores aumentos porcentuais de homicídios. As maiores quedas foram em cidades com mais de 500 mil habitantes.




