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Policial

PM prende peão que matou desafeto em novembro de 2021 no Assentamento Vacaria

Uma guarnição da Polícia Militar localizou Natanael enquanto almoçava com colegas na fazenda onde trabalhava.

Redação/Região News

05 de Junho de 2024 - 15:20

PM prende peão que matou desafeto em novembro de 2021 no Assentamento Vacaria
Arma que foi usada no dia do crime. Foto: PM/Divulgação.

Foragido há mais de dois anos, Natanael Martins Macedo foi capturado nesta terça-feira (5) pela Polícia Militar com uma espingarda calibre 32, a mesma que usou para matar Cirleno Vaz Almeida em novembro de 2021, num bar no Assentamento Vacaria.

Uma guarnição da Polícia Militar localizou Natanael enquanto ele almoçava com colegas na fazenda onde estava trabalhando. Os policiais se deslocaram em uma viatura descaracterizada até a propriedade. Eles abordaram o suspeito, que não ofereceu resistência.

Até março, por decisão da Justiça, um homônimo de Natanael, residente em Itaquiraí, era réu por homicídio qualificado, acusado da morte de Cirleno. Natanael de Souza Pereira enfrentou uma batalha judicial por 15 meses. Em 30 de novembro do ano passado o Poder Judiciário acatou a denúncia contra proposta pelo Ministério Público.

Ele conseguiu se livrar da acusação de homicídio qualificado por motivo fútil, provando que houve erro na investigação que corroborou o inquérito e a própria denúncia do Ministério Público acatada pela Justiça.

Este Natanael seria levado ao banco dos réus com o risco de ser condenado a pelo menos 12 anos de prisão. Após recorrer sem sucesso ao Tribunal de Justiça e até ao Superior Tribunal de Justiça, só no último dia 22 de março o Ministério Público se convenceu de que, na realidade, Natanael, residente a 345 km de Sidrolândia, não matou Cirleno Vaz Almeida na noite de 28 de novembro de 2021 em um bar no Assentamento Vacaria. Na noite do crime, ele estava em casa após cumprir jornada de trabalho no Frigorífico Frango Bello, onde era funcionário desde 23 de março de 2020.

Ele foi confundido com um homônimo, Natanael Martins Fonseca, cujos pais também são de Itaquiraí. As coincidências param por aí. Os sobrenomes são diferentes, assim como a filiação, a idade e o endereço.

A confusão se estabeleceu porque, com base na informação dada à Polícia pela mãe da vítima, Lizena Oliveira, de que o pai de Natanael, suposto assassino do filho, se chamava Davi, a Polícia Civil chegou ao Natanael errado ao buscar no banco de dados do Instituto de Identificação.

Ele é filho de Davi Dias Pereira e Sandra de Souza, nascido em 28 de setembro de 2001. Já o homônimo, que estava foragido e desde 22 de março tornou-se réu pela morte de Cirleno Vaz, tem o sobrenome Martins Fonseca, nasceu dois anos antes (25/12/1999) e seus pais se chamam Dulcemar da Silva Martins e Albino de Souza Macedo, residentes na Rua Souza Bueno em Itaquiraí. Natanael, o que foi vítima do erro, na noite do crime estava dormindo em casa na Rua Primavera, Jardim Primavera. Os pais dele residem na Rua dos Pardais.