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SIDROLÂNDIA- MS

Concessão da Malha Oeste chega ao fim após 30 anos e futuro do ramal de Sidrolândia segue indefinido

A circulação de trens no ramal foi interrompida ainda em 1996, ano em que teve início a concessão.

Redação/Região News

29 de Junho de 2026 - 17:02

Concessão da Malha Oeste chega ao fim após 30 anos e futuro do ramal de Sidrolândia segue indefinido
No caso específico de Sidrolândia, a retomada ferroviária enfrenta obstáculos urbanos relevantes. Foto: Chico Ribeiro, Secom

A concessão da ferrovia Malha Oeste chega ao fim nesta terça-feira (30 de junho), encerrando um ciclo de 30 anos de operação privada iniciado em 1996. Com o término do contrato, a operação da malha retorna à União e abre caminho para um novo modelo de concessão ferroviária a ser estruturado pelo governo federal.

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A circulação de trens no ramal foi interrompida ainda em 1996, ano em que teve início a concessão. Desde então, o trecho que inclui o eixo Campo Grande–Sidrolândia–Maracaju–Itahum–Dourados–Ponta Porã passou a operar de forma cada vez mais reduzida, até chegar à paralisação quase total, acompanhada da degradação progressiva da infraestrutura.

O trecho que envolve o eixo Campo Grande–Sidrolândia–Maracaju–Itahum–Dourados–Ponta Porã segue como um dos pontos mais sensíveis do novo planejamento ferroviário.

Embora tenha sido reinserido em etapas de estudos após solicitação do governo estadual, sua reativação não é garantida e dependerá diretamente do interesse da futura concessionária e das condições econômicas do projeto.

No caso específico de Sidrolândia, a retomada ferroviária enfrenta obstáculos urbanos relevantes. O traçado original atravessa áreas já consolidadas do perímetro urbano, e parte da antiga faixa de domínio foi ocupada ao longo das décadas por residências e estruturas comerciais.

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A antiga esplanada ferroviária também foi amplamente ocupada, formando uma área densamente urbanizada, o que dificulta a reativação do traçado original sem intervenções profundas e possíveis desapropriações.

Diante desse cenário, especialistas avaliam que uma eventual retomada do ramal pode exigir a construção de um contorno ferroviário externo ao núcleo urbano de Sidrolândia. Embora tecnicamente viável, essa alternativa elevaria significativamente os custos do projeto e aumentaria sua complexidade de execução.

Futuro em aberto

Com o fim da concessão atual e a preparação do novo leilão, o destino da Malha Oeste permanece indefinido. A expectativa do governo federal é atrair os R$ 29 bilhões previstos em investimentos para modernizar a ferrovia e reduzir custos logísticos no país.

No entanto, a recuperação de trechos historicamente degradados, como o eixo que passa por Sidrolândia, continuará dependendo das decisões da futura operadora e da viabilidade econômica de cada ramal dentro do novo modelo de concessão

O novo leilão está previsto para ocorrer entre outubro e dezembro e deve redefinir o futuro da ferrovia, com investimentos estimados em cerca de R$ 29 bilhões destinados à recuperação, modernização e ampliação da capacidade logística do sistema.

Novo modelo e investimentos previstos

O projeto em discussão prevê aproximadamente 1,9 mil quilômetros de extensão, incluindo o eixo Corumbá–Mairinque como rota estruturante para o escoamento de cargas como grãos, minério de Corumbá e celulose de Três Lagoas.

Os recursos deverão ser aplicados em requalificação de trilhos, recuperação de trechos degradados, modernização de sistemas operacionais, reforço da segurança e eventual reativação de ramais considerados estratégicos, dependendo da viabilidade técnica e econômica de cada segmento. A condução do processo está sob responsabilidade da ANTT e da Infra S.A.

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A atual concessionária, a Rumo Logística, participa da fase de transição e mantém disputas judiciais relacionadas à devolução dos ativos e possíveis indenizações.

Situação operacional da Malha Oeste

Nos últimos anos, a operação da Malha Oeste foi sendo gradualmente reduzida até a paralisação quase total da circulação de trens. Atualmente, a ferrovia encontra-se sem operação regular, reflexo da deterioração da infraestrutura e da perda de competitividade frente ao transporte rodoviário.

O novo modelo de concessão não obriga a recuperação integral de todos os trechos, o que significa que cada ramal poderá ser reativado conforme sua viabilidade econômica.