Logomarca

Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Segunda, 29 de Junho de 2026

SIDROLÂNDIA- MS

Prefeitura corta insalubridade de garis e estima economia de R$ 17,2 mil por mês; sindicato contesta medida

A medida atinge trabalhadores que recebem, em média, cerca de dois salários mínimos e gera perda individual aproximada de R$ 250 mensais.

Redação/Região News

29 de Junho de 2026 - 15:27

Prefeitura corta insalubridade de garis e estima economia de R$ 17,2 mil por mês; sindicato contesta medida
Prefeitura de Sidrolândia. Foto: Arquivo Região News

A Prefeitura reduziu de 40% para 30% o adicional de insalubridade pago aos 69 garis do município, o que representa um corte de 25% no benefício atualmente recebido pelos servidores. A medida atinge trabalhadores que recebem, em média, cerca de dois salários mínimos e gera perda individual aproximada de R$ 250 mensais.

Segundo os dados apresentados, a mudança resulta em uma economia estimada de cerca de R$ 17.250 por mês, o equivalente a aproximadamente R$ 207 mil por ano, caso a decisão seja mantida.

✅ Receba no WhatsApp as notícias do RN

A folha de pagamento dos 69 garis é de R$ 233.796, 48 mensais. Em contraste, a estrutura do primeiro escalão permanece sem redução salarial. Os seis secretários especiais recebem R$ 12.274,90 cada, totalizando R$ 73.649,40 por mês. Já os seis secretários adjuntos recebem R$ 13.842,35 cada, somando R$ 83.054,10 mensais.

Somadas, as folhas dos 12 cargos do alto escalão chegam a R$ 156.703,50 por mês, valor que representa cerca de dois terços da folha destinada aos garis.

Além disso, a administração manteve e realocou ex-integrantes da gestão em cargos de superintendência. A ex-secretária de Assistência Social e Cidadania, Maria Toribia Olazar Gonzalez, passou a ocupar função na Secretaria de Administração. Já a ex-presidente do Previlândia, Maria José de Oliveira, também foi nomeada para superintendência.

Segundo a Prefeitura, a redução do adicional foi definida após estudo técnico das atividades dos garis, que teria concluído que o percentual de 30% é o adequado conforme a legislação vigente.

✅ Clique aqui para seguir o RN no Facebook 

Na prática, um gari com salário-base de R$ 2.367,79 terá redução de R$ 236,76 mensais no adicional de insalubridade. Já a servidora Telma Brito, conhecida por devolver um Pix de R$ 203 mil recebido por engano, terá perda de R$ 251,20 mensais.

O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Wilber Soares, contesta a medida e afirma que a administração utilizou legislação já revogada como base para o corte, sem nova perícia técnica.

O caso também foi criticado pelo Sindicato dos Servidores Municipais, que afirma que o ajuste fiscal recai sobre servidores da linha de frente, enquanto o alto escalão mantém seus vencimentos preservados.

O servidor público que está na linha de frente, que movimenta a máquina pública, está sendo prejudicado. Enquanto cargos de alto escalão mantêm salários e gratificações elevadas, quem ganha menos acaba sendo mais afetado”, afirmou o dirigente.

✅ Clique aqui para seguir o RN no Instagram

O sindicato informou que não aceita a mudança e pretende intervir na situação, buscando reverter a redução do benefício. A entidade também critica o que considera falta de valorização dos servidores efetivos, especialmente aqueles que atuam em atividades insalubres.