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Policial

Professor é encontrado degolado em casa e suspeito pode estar na Capital

A Polícia trabalha com a hipótese que o crime tenha sido latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte

Correio do Estado

15 de Junho de 2011 - 08:31

O professor Ramão Jacinto Espíndola, 47 anos, foi encontrado morto em casa, na alameda Idalina, no bairro Universitário, em Corumbá (MS) na tarde desta terça-feira (14). Ramão dava aulas nas escolas Enam (Neusa Assad Malta), Maria Leite e Pedro Paulo de Medeiros.

A Polícia trabalha com a hipótese que o crime tenha sido latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte. Alguns objetos sumiram da casa, incluindo o carro do professor, um Ford KA, branco.

O delegado responsável pelo caso, Jeferson Rosa Dias, titular do 1º Distrito de Polícia Civil de Corumbá, explicou a linha de investigação. "O crime descoberto nesta tarde está sendo tratado com hipótese de roubo seguido de morte, pois a vítima foi encontrada degolada, em sua própria casa e notamos durante investigação, que alguns objetos da casa sumiram, como o carro, computador, cds e home theater", informou o delegado.

Apenas um cabo, que aparenta ser de uma faca, foi encontrado pela polícia, adiantou o delegado Jeferson. "Encontramos o corpo em estado de decomposição, o que leva a crer que ele tenha sido assassinado na quinta-feira, ou sexta-feira, não sabemos exatamente, mas de acordo com conhecidos, a última vez que a vítima foi vista, foi na quinta-feira.

A vítima foi degolada e encontramos no local o cabo de uma faca. Agora, o Instituto Médico Legal irá verificar se a lâmina se encontra dentro do corpo, o que é uma grande probabilidade", afirmou o titular do 1º DP.

Já no local, a polícia conseguiu identificar um suspeito de ter cometido o crime, um jovem de 17 anos. "Encontramos um adolescente que realizava limpezas na casa para a vítima e conseguimos descobrir que um dos principais suspeitos de ter cometido o crime é um adolescente de 17 anos, que segundo informações, se encontra em Campo Grande.

Agora, a Delegacia de Polícia Civil de Corumbá irá entrar em contato com as Polícias da capital, para localizarmos o suspeito. Já o jovem que realizava a limpeza para o professor será investigado", antecipou o delegado.

Outra hipótese que pode ser levantada é que o suspeito teve acesso a casa pelo telhado. "Encontramos o quarto desalinhado, o corpo se encontrava embaixo do colchão. Pudemos identificar que os autores entraram pelo telhado e saíram pela porta da frente, levando os objetos e o carro. A princípio, os vizinhos não ouviram nada. Agora, o caso seguirá sob investigação", concluiu Jeferson Rosa Dias.

Pessoa tranquila

"O Ramão sempre foi um professor exímio. Comecei a sentir sua falta desde sexta-feira, 10 de junho, pois ele não foi dar aulas, não apareceu, não telefonou. Na segunda-feira, também não tivemos notícias, nem hoje, resolvi procurá-lo. Quando cheguei em sua casa, o portão estava destrancado, me dirigi para a porta e notei que ela estava aberta.

O cheiro era insuportável, vi alguns sinais no chão, me apavorei e chamei a Polícia, que me orientou a não entrar e aguardar que eles viessem verificar e foi constatado o que não queríamos acreditar, os policiais o encontraram morto. É lamentável, estamos todos muito abalados com a situação", contou o diretor da Escola Enam, Frederico Malta.

Os vizinhos relataram que Ramão morava no local há cerca de um ano e que sempre foi uma pessoa tranquila, e que nos últimos dias não ouviram gritos, não ouviram nada que pudesse dar sinal de que houvesse alguém morto na casa, apenas o cheiro incomodava desde sábado. Os vizinhos afirmaram que pensaram ser o lixo acumulado na região, jamais pensaram que era o corpo do professor.