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Política

Azambuja critica manipulação de pesquisas e diz que povo decide eleição

Azambuja ainda definiu qual o cargo que pretende concorrer este ano, embora seja lembrado para postular o Senado ou ao governo do Estado.

Willams Araújo

06 de Janeiro de 2014 - 17:00

O deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB) condenou nesta segunda-feira (6) a manipulação do resultado de pesquisas de intenções de voto e disse que quem decide as eleições é o povo e não manobras que envolvam, entre outros aspectos, o aliciamento de eleitores por meio do uso da máquina administrativa.

Azambuja se reportou às eleições municipais de 2012, quando por pouco não passou para o segundo turno, contrariando assim, alguns institutos de pesquisa que o apontavam na última posição entre os candidatos a prefeito, à época. 

Fora da disputa, o deputado se uniu ao senador Delcídio do Amaral (PT) no segundo turno das eleições, ajudando a eleger prefeito Alcides Bernal (PP) num confronto direto com deputado federal Edson Giroto (PMDB).

“A primeira lição é que não é a máquina do governo e nem o número de partidos aliados que ganha eleição. Ficou comprovado que o que ganha eleição é a vontade do povo. Outra lição que eu tiro é olhar as pesquisas eleitorais com desconfiança, principalmente aquelas pesquisas que não são sérias. Infelizmente, ainda existem institutos que se sujeitam a manipular números em detrimento da verdade. As pesquisas nos prejudicaram muito nas eleições de 2012: o Ibope errou 100%, o Ibrape errou 100% o Ipems errou 100%”, relatou ao ser questionado sobre sua participação no pleito.

Apesar da expressiva votação que obteve em 2012, Azambuja ainda definiu qual o cargo que pretende concorrer este ano, embora seja lembrado para postular o Senado ou ao governo do Estado.

Sobre sua atuação em Brasília, além de destacar avanços do ponto de vista estrutural, sugeriu a aprovação de matérias importantes que ficaram para ser apreciadas pelo Congresso Nacional este ano.

“Na Câmara Federal, a aprovação do voto aberto e o orçamento impositivo foram os principais avanços. Agora, é preciso avançar ainda mais. Sou favorável ao voto aberto em todas as situações, mas ficou restrito à cassação de mandato. Acho que precisa ser revisto isso.  Também foi importante a rejeição da Proposta de Emenda à Constituição número 37, que limitava os poderes de investigação do Ministério Público, e votação da Medida Provisória dos Portos, além dos os royalties do petróleo”.

O líder tucano disse ainda que é preciso avançar nas reformas política e tributária, sobretudo nas questões indígenas visando colocar ponto final no conflito no campo, tema que tem deixado os produtores que têm terras tituladas preocupados.

“Em relação ao Executivo, é preciso enxugar os gastos públicos de custeio de pessoal e atender as demandas da população. Eu espero que nós tenhamos um ano de investimentos significativos na Saúde, na Educação brasileira, na Infraestrutura, para melhorar a qualidade de vida das pessoas”, emendou.

O deputado também destacou o projeto Pensando Mato Grosso do Sul, idealizado pelo comando regional do PSDB com a finalidade de pedir sugestões do eleitor sobre as necessidades de investimento.

“O objetivo do projeto Pensando MS é dar oportunidade às pessoas dos 79 municípios do Estado de dizer o que é prioridade na sua cidade. Eles vão dizer se é Saúde, se é Educação, Segurança Pública, se precisa de Emprego e Renda... Eu aprendi que quem ouve mais, erra menos. Por isso, estamos indo aos municípios para ouvir as pessoas. Estamos também fazendo os encontros regionais, para discutir desenvolvimento local, o que é prioritário na região e quais são as potencialidades regionais”, explicou.