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Política

Biografia política: Veja trajetória política do ex-prefeito Enelvo Felini, que pediu exoneração do cargo

Em sua trajetória politica foram quatro vitorias e quatro derrotas, incluindo as que participou como candidato a deputado federal em 2006.

Marcos Tomé/Região News

07 de Outubro de 2013 - 21:04

Biografia política: No inicio da semana passada (30/09) o homem forte do governo Ari Basso deixou o cargo que ocupava para se dedicar a sua vida particular, em especial, a família e aos negócios ligados a agricultura e avicultura. Ao longo dos seus 59 anos de idade, o ex-prefeito Enelvo Felini, relata com exclusividade ao Região News que se considera, um homem realizado politicamente.

Sua vida pública teve início nos 90, mais precisamente, em meados de 1991 quando na época, um grupo de oposição ao governo formado por empresários, produtores rurais e profissionais liberais, resolveram construir um projeto político com objetivo claro; barrar a alternância no poder de duas famílias.

Em sua avaliação, o município precisava na época, de um choque de gestão. Alguém que pudesse transformar em ações concretas o desenvolvimento de Sidrolândia que tinha pouco mais de 16 mil habitantes. Em 1992 disputou a primeira eleição municipal a prefeito pelo Partido Democrático Trabalhista, o PDT, do saudoso Leonel de Moura Brizola, homenageado por Felini dando nome a um complexo esportivo algum tempo mais tarde, quando se tornou prefeito de Sidrolândia.

Aquela eleição, a de 92, Felini sentiu o sabor amargo da derrota, apesar do resultado negativo, obteve 49% dos votos validos. 360 votos o impediram de assumir o comando da administração pública.  Outubro de 1996, uma nova eleição, mas o sonho, segundo ele, era o mesmo. De mostrar a sociedade uma gestão diferente, dinâmica e capaz de alavancar o crescimento da cidade, travada pelo desemprego e inoperância do sistema político.

Desde que disputou a primeira eleição, quatro anos haviam se passado e o crescimento populacional de Sidrolândia, caminhava a passos lentos. Saltou de 16.340 habitantes, registrados em 1992, para 17.937 apurados naquele ano, que entrou para a história. Enelvo Felini era eleito para seu primeiro mandato de prefeito com uma missão evidente; de mudar o formato politico administrativa implantando ao longo dos anos.

Quatro anos mais tarde, já no poder, o resultado de sua gestão era satisfatório. Em 2000 a população de Sidrolândia registrou um crescimento médio de 30%, rompendo a barreira dos 23 mil habitantes. Candidato à reeleição naquele ano se manteve no cargo por mais um mandato, após vencer as eleições em outubro. Em 2004, quando entregou o governo, a população de Sidrolândia já era superiores a 30 mil.

Enquanto prefeito se mostrou um homem enérgico, focado em seus objetivos, que não escolhe hora nem local para dar seu recado. Um gestor interpretado por muitos como linha dura. Capaz de privar regalias e tomar medidas impopulares para se adequar a gestão pública. Esta postura denominada por muitos de “autoritarismo”, fez com Enelvo ao longo dos anos se transformasse numa figura política isolada, mas de boa aceitação popular.

20 anos após sua primeira disputa, em 2012, foi eleito e diplomado para o que seria seu terceiro mandato em outubro do ano passado, quando teve a maior decepção de sua vida. Uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral cassa seu diploma e o deixa inelegível com base na lei da ficha limpa, o impedindo de assumir o governo.

Diante a situação e uma eleição suplementar, Enelvo se recompõe e lidera um novo projeto político. Desta vez, o candidato é Ari Basso, velho amigo, produtor rural que já havia sido vice-prefeito de Sidrolândia e um desafio; de transforma aquele eleição num marco histórico. O dia em que futuro se fez nas mãos de alguém quem que tem muito a oferecer.

É com este sentimento, que segundo Enelvo, se afastou do governo para que Ari Basso possa de fato promover as mudanças às quais irão nortear sua gestão. Numa entrevista exclusiva ao Região News, Felini diz ter sido mal interpretado por alguns companheiros do próprio grupo político que não tiveram a grandeza de entender o momento de instabilidade econômica que o município atravessa.

Em sua trajetória politica foram quatro vitorias e quatro derrotas, incluindo as que participou como candidato a deputado federal em 2006 e em 2004, quando não conseguiu eleger seu sucessor. 22 anos dedicados à vida pública, seu futuro politico é uma incerteza. O próximo desafio do grupo liderado por Felini é transformar o governo de Ari Basso numa referencia politica administrativa no Mato Grosso do Sul, nem que para isso, tenha que se obrigar a conviver com uma oposição ferrenha, resultado das medidas impopulares que o governo tem promovido. Clique no player e assista a reportagem.