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Policial

Morte de mulher em Selvíria tem reviravolta e polícia descarta feminicídio

Caso foi reclassificado com a conclusão dos laudos periciais e depoimentos da médica legista e do filho da vítima.

Primeira Página

13 de Fevereiro de 2026 - 09:12

Morte de mulher em Selvíria tem reviravolta e polícia descarta feminicídio
Janete Feles Valoes. Foto: reprodução

A Polícia Civil concluiu nesta sexta-feira (13) que a morte de Janete Feles Valoes, de 45 anos, em Selvíria, não foi feminicídio. O caso foi reclassificado como suicídio após a conclusão dos laudos periciais e depoimentos da médica legista e do filho da vítima.

De acordo com a investigação, a mulher teria empurrado a faca contra o próprio peito. A reclassificação ocorreu após a emissão do laudo necroscópico, no qual a médica-legista apontou que a lâmina não estava totalmente encravada no corpo, característica mais comum em casos de autoferimento.

Em situações de homicídio, segundo a perícia, é recorrente que a faca penetre de forma completa devido à força empregada por terceiros. Ainda conforme o depoimento técnico, a angulação da lesão também é compatível com autolesão.

O caso, inicialmente classificado como feminicídio, ocorreu no dia 8 de fevereiro de 2026. Na ocasião, Janete foi socorrida pelo filho, que a encontrou com a faca cravada no peito. Ela foi levada até a base de apoio de uma concessionária responsável pela rodovia da região, onde recebeu os primeiros atendimentos.

Em depoimento, o filho relatou à polícia que a mãe enfrentava um câncer e havia confidenciado a ele que tinha intenção de tirar a própria vida. Segundo a Polícia Civil, o relato é coerente com os elementos técnicos apurados pela perícia.

A investigação também não identificou histórico de violência doméstica envolvendo o casal. O companheiro da vítima foi ouvido e negou qualquer envolvimento, versão que, segundo a autoridade policial, está em consonância com as provas reunidas.

Diante dos laudos necroscópico e de local de crime, a autoridade policial determinou a exclusão da hipótese inicial de feminicídio e reclassificou o caso como suicídio. Com a conclusão dos procedimentos, o inquérito foi encerrado e encaminhado para os trâmites legais.

O principal suspeito era o marido da vítima de 63 anos, que estava preso. À polícia o filho relatou que o pai havia ligado pedindo ajuda e dizendo que a mãe “havia feito uma besteira”.

Equipes do Policiamento Rural realizaram diligências no assentamento onde o crime teria ocorrido e o suspeito foi localizado e encaminhado à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) de Três Lagoas.