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Política

Cobiçado por grandes partidos, PSB espera sinal verde de Eduardo Campo em MS

O encontro entre ambos deve acontecer ainda em janeiro, conforme noticia nesta segunda-feira a coluna Atenta, do jornalista César Cordeiro.

Willams Araújo

20 de Janeiro de 2014 - 07:46

Cobiçado por PMDB e PT, partidos de maior expressão eleitoral em Mato Grosso do Sul, o presidente regional do PSB, prefeito de Dourados, Murilo Zauith, disse no último sábado que não pretende anunciar nenhuma decisão sobre aliança até ter uma conversa com o presidente nacional do partido, governador do Pernambuco, Eduardo Campos, pré-candidato socialista ao Palácio do Planalto. 

O encontro entre ambos deve acontecer ainda em janeiro, conforme noticia nesta segunda-feira a coluna Atenta, do jornalista César Cordeiro. Segundo a publicação, Murilo deve ter uma resposta sobre a participação do PSB na disputa eleitoral deste ano no mês de fevereiro.

Apesar de esperar o ‘sinal verde’ de Eduardo Campos, a tendência do PSB no Estado é se aliar ao PMDB do governador André Puccinelli, até porque os socialistas devem enfrentar a presidente Dilma Rousseff na disputa pelo Palácio do Planalto neste ano.

A primeira-dama do município, Cecília Zauith (PSB), está sendo lembrada para ser candidata a vice-governadora na chapa a ser liderada pelo ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB).  A cúpula regional do PMDB entende que o eventual apoio de Murilo seria fatal para derrotar o senador Delcídio do Amaral, pré-candidato do PT ao governo do Estado.

A aproximação entre PMDB e PSB ficou explícita no ano passado com o fim de ‘janela de filiações partidárias’, quando Murilo abrigou em seu partido vários peemedebistas a pedido do governador, entre os quais o diretor-presidente da Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul), José Carlos Barbosa, o Barbosinha.

Também assinou a ficha de filiação ao PSB a secretária de Estado Tereza Cristina Corrêa da Costa (Produção), egressa do PSDB do deputado federal Reinaldo Azambuja. Para analistas, apesar do desejo de Delcídio em poder contar com o PSB em sua chapa, a tendência mais provável do partido liderado por Murilo é se unir ao PMDB, principalmente pelo encaminhamento que o comando nacional da legenda tem dado nos últimos dias.

Em nível nacional, o PSB deixou a base aliada da presidente Dilma e trabalha forte em torno da campanha de Eduardo Campos ao Palácio do Planalto.  Na esfera estadual, Murilo e Nelsinho Trad deram início a uma relação política confiável durante as últimas eleições para o Senado, quando o então prefeito da Capital ajudou a “turbinar” a campanha do socialista que, por pouco, não saiu vitoriosa.

A boa relação entre os dois líderes políticos foi comprovada quando Murilo chegou a oferecer a legenda socialista para Nelsinho se abrigar caso ele fosse preterido pelo PMDB, cujos setores ainda resistem a sua candidatura ao governo do Estado.

Um dos que combatem essa ideia é o presidente da Assembleia Legislativa, Jerson Domingos, peemedebista que defende a candidatura de Delcídio com o PMDB indicando os candidatos a vice e ao Senado.