Política
Com a recusa de Moacir Hernandes, prefeito ainda não tem nome para Secretaria de Governo
O prefeito garante que se não encontrar quem tenha este perfil, deixará o cargo vago.
Flávio Paes/Região News
12 de Janeiro de 2014 - 22:56
O prefeito Ari Basso além de administrar as insatisfações geradas entre os aliados de campanha com os efeitos até aqui da implantação da reforma administrativa que resultaram em demissões e redução salarial tem o desafio de concluir a composição do primeiro escalão: encontrar um secretário de Governo para cumprir o papel de articulador político, interlocutor junto à Câmara Municipal e atuar como uma espécie de coordenador das ações do secretariado.
Embora quem deva cumprir esta função de gerente tenha sido deleada a Sonia Maria Dal Paz, ainda que formalmente, ela tenha sido nomeada diretora do Departamento de Administração vinculado à Secretaria de Administração, Finanças e Planejamento, sob o comando de Carmen Gandolfi.
Não será uma tarefa fácil encontrar alguém para a Secretaria de Governo que seja da inteira confiança do prefeito, tenha habilidade para filtrar as demandas encaminhadas a ele, sem provocar ruídos ao dizer não. O prefeito garante que se não encontrar quem tenha este perfil, deixará o cargo vago.
O prefeito não conseguiu convencer Moacir Hernandes, presidente do diretório municipal do PSDB para assumir a Secretaria de Governo, embora o empresário informalmente já cumpra as funções de articulador político Foi ele o principal interlocutor das conversações que atraíram para a base do Governo os dois vereadores do PDT, a partir da escolha do ex-vereador Antonio Galdino para a Secretaria de Habitação, Infraestrutura e Serviços Públicos.
Dentro do PSDB há poucos nomes com este perfil e os poucos disponíveis são distantes do ex-prefeito Enelvo Felini, que embora fora do Governo, ainda é a principal liderança do partido na cidade. É o caso, por exemplo, do vice-prefeito Marcelo Ascoli, que como ex-vereador desfruta de bom relacionamento na Câmara e por personalidade, é um homem de diálogo, discreto, pouco afeito a rompantes. Desde que sua esposa, Ana Lídia Ascoli, deixou a Secretaria de Saúde em setembro, tem se mantido distante da administração, se limitando a cumprir expediente como médico concursado.
Nesta primeira semana depois do recesso, o prefeito tem ouvido muitas queixas de aliados da campanha, enciumados com o espaço dado ao PDT que saiu da oposição para comandar uma das principais super-secretarias surgidas com a reforma.
O PP que perdeu a Secretaria de Administração recorreu até ao prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, para cobrar a volta ao primeiro escalão. Como o Governo tem uma maioria simples (7 votos a 6), seu representante no Legislativo, Cledinaldo Codócio, faz muita diferença na hora da votação. Até outubro o presidente municipal do partido,.Kenendi Mitrioni Forgiari, era o secretário de Administrãção.
Quem já esteve pelo menos uma vez no gabinete do prefeito para cobrar um cargo no Governo, é o ex-secretário de Serviços Urbanos, Alcione Martins, presidente da Comissão Municipal do Democratas, apadrinhado pelo deputado Zé Teixeira. O PT, que desistiu de cobrar a substituição da secretária de Assistência Social, Joana Michalsk por Márcio Marquetti, indicado para o departamento de Planejamento da Secretaria de Administração, Finanças e Planejamento.
O vereador Edivaldo dos Santos está preocupado com a possibilidade de fechamento do escritório do INCRA porque os quatro funcionários cedidos foram convocados para voltar aos seus cargos nas repartições municipais. Se queixa também da falta de recursos e projetos para os assentamentos e população indígena.
A nomeação do ex-vereador Antonio Galdino como secretário, curiosamente provocou uma debandada da prefeitura de alguns dos seus parentes que não apoiaram sua reeleição e estiveram no palanque do PSDB. Foram exonerados Gevanildo Dias de Oliveira (que foi candidato a vereador pelo PSL e recentemente se filiou ao PSDB), irmão de Galdino; o tio dele, Francisco Galdino e o primo Josivan de Souza. Gevanildo foi reconduzido ao cargo que tinha na Secretaria de Assistência Social, com salário de R$ 1.483,20.




