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Política

Delcídio flerta com PR e PDT em busca de reforçar sua candidatura ao governo

Apesar das conversações, Delcídio garantiu que o nome de seu companheiro de palanque está indefinido.

Willams Araújo

04 de Fevereiro de 2014 - 16:29

O senador Delcídio do Amaral (PT) revelou nesta terça-feira (4) que se reuniu na última segunda-feira com o presidente regional do PR, deputado estadual Londres Machado, com quem discutiu a composição de uma aliança visando à disputa para o governo de Mato Grosso do Sul.

Em entrevista à FM Capital, Delcídio comentou que, além do PR, está buscando o apoio do PDT, presidido pelo ex-conselheiro João Leite Schmidt, e de outros partidos que já integram a base aliada da presidente Dilma Rousseff.

Na prática, a intenção do PT é oferecer a vaga de vice para um desses partidos e, se for o caso, atrair a adesão do PSDB, que apesar de adversário no plano nacional, poderá completar a chapa majoritária indicando o deputado federal Reinaldo Azambuja como candidato ao Senado.

Apesar das conversações, Delcídio garantiu que o nome de seu companheiro de palanque está indefinido.

“Minha chapa majoritária está aberta. Vamos fazer um projeto amplo, democrático”, disse o senador, que voltou a fazer menção ao nome do deputado federal licenciado Edson Giroto (PR), lembrado por ele recentemente como “um bom vice”.

O líder petista informou ter conversado com lideranças do PR no começo da semana e ouviu comentários de que o deputado republicano seria um bom nome para compor a chapa majoritária a ser encabeçada pelo PT.

Há dias, Delcídio levou um puxão de orelhas do presidente regional do PT, prefeito de Corumbá, Paulo Duarte, que o desautorizou publicamente a escolher pessoalmente o seu candidato a vice, por entender que essa é uma atribuição em âmbito partidário.

Ainda assim, o pré-candidato do PT à sucessão do governador André Puccinelli (PMDB) elogiou o deputado republicano, dizendo que o deputado “tem feito um trabalho excepcional” e que vai fazer o possível para atrair o PR para o seu arco de alianças.  “A questão de nomes é decorrência”, acrescentou.

Com relação ao PSDB, ele disse ter conversado com o presidente nacional do partido, senador Aécio Neves (PSDB-MG), na tentativa de contar com Reinaldo Azambuja em sua chapa.

Ocorre que comando nacional do PSDB está na iminência de aprovar resolução que ameaça a aliança que vem sendo alinhavada entre dirigentes do partido com o PT.

Na verdade, a resolução tira a autonomia dos diretórios regionais para fechar alianças com seus principais adversários, não apenas em MS, mas e outros estados brasileiros.

“Estamos conversando, nunca escondemos isso. Tenho uma relação muito franca”, disse Delcídio, referindo-se a Azambuja, com quem marchou junto no segundo turno das eleições municipais de 2012 em favor do projeto vitorioso de Alcides Bernal (PP) e também para eleger a nova diretoria da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), há um ano.

Ao ser questionado sobre as restrições existentes tanto no PT quanto no PSDB, o senador disse que a população não está olhando debate nacional e sim pessoas.