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Política

Período da campanha eleitoral deve alterar rotina na Assembléia de MS

Jerson Domingos, por exemplo, não deve concorrer à reeleição para apoiar a sua irmã, a ex-vereadora de Campo Grande, Tereza Name (PMDB).

Willams Araújo

24 de Janeiro de 2014 - 15:55

Os trabalhos da Assembleia Legislativa serão reabertos no próximo dia 3 de fevereiro, depois do recesso de fim de ano, com possíveis mudanças na rotina da Casa, reflexo do período eleitoral em Mato Grosso do Sul.

Particularmente, o presidente da Mesa Diretora da Casa, Jerson Domingos (PMDB), acredita que as atividades parlamentares podem muito bem ser conciliadas com a campanha eleitoral sem atrapalhar os trabalhos das comissões permanentes e até do plenário.

A leitura que se faz no Parlamento é que as sessões deliberativas (àquelas em que se votam matérias) são realizadas sempre as terças e quartas-feiras, deixando a quinta-feira livre para que os deputados, principalmente os que moram no interior, possam atender suas bases eleitorais.

Além do mais, na quinta-feira, os trabalhos comumente se encerram mais cedo que nos dias normais, possibilitando o deputado viajar para cumprir agenda política durante a campanha, já que a maioria tem domicílio eleitoral no interior.

Nessa época, os 24 deputados estaduais com assento na Casa, com algumas exceções, devem se desdobrar este ano, tanto em suas atuações no Legislativo quanto no contato direto com o eleitor por causa da campanha à reeleição.

No campo das especulações, comenta-se sobre a possibilidade de quatro ou cinco deles abrirem mão da reeleição por motivos distintos, ou seja, enquanto uns devem se aposentar, outros preferem postular novos cargos eletivos.

Jerson Domingos, por exemplo, não deve concorrer à reeleição para apoiar a sua irmã, a ex-vereadora de Campo Grande, Tereza Name (PMDB).

Antes do recesso de fim de ano, o próprio deputado declarou à imprensa que sua pretensão é ir para o TCE (Tribunal de Contas) na vaga a ser deixada pelo atual presidente da Corte Fiscal, conselheiro Cícero de Souza, que se aposentará no dia 2 de novembro deste ano.

Veterano na Assembleia, Londres Machado (PR), ainda conforme os comentários, deve abrir mão de tentar seu 12º mandato consecutivo para apoiar a vereadora Grazielle Machado (PR), sua filha. No entanto, ninguém na classe política quer apostar nessa possibilidade, até porque o cardeal liberal já manifestou o desejo de parar, mas muda de ideia a cada campanha.

O tucano Onevan de Matos (PSDB) nunca declarou, ao menos publicamente, o interesse em se aposentar, mas comenta-se é que o deputado estaria analisado a possibilidade de apoiar o seu sobrinho, Murilo Matos (PRP), para ocupar o seu espaço como representante de Naviraí.

Outra tendência seria Márcio Monteiro (PSDB) concorrer à Câmara Federal para ocupar o espaço a ser eventualmente deixado pelo deputado federal Reinaldo Azambuja, que não tem interesse na reeleição. O tucano está de olho no Senado, mas pode disputar o governo, dependendo das articulações políticas.

Ainda licenciado da Assembleia, Carlos Marun, que comanda atualmente a Secretaria de Estado de Habitação e das Cidades, deve reassumir o cargo ocupado pelo suplente Professor Rinaldo (PSDB). Na campanha deste ano, deve tentar a Câmara.

O deputado Zé Teixeira (DEM), que exerce seu quinto mandato, é lembrado para ser candidato a vice-governador na chapa majoritária a ser encabeçada pelo senador Delcídio do Amaral (PT).