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Política

PMDB fixa novo calendário para dar arrancada em sua candidatura ao governo

Apesar disso, as principais lideranças dos dois partidos ainda nutrem esperança num acordo tanto em Mato Grosso do Sul quanto e outros estados brasileiros.

Willams Araújo

10 de Fevereiro de 2014 - 15:55

A cúpula do PMDB fixou um novo calendário de encontros regionais para dar a arrancada à sua candidatura ao governo de Mato Grosso do Sul, mesmo antes da convenção que oficializará a chapa de candidatos aos cargos majoritários (governador, vice e senador) e proporcionais (deputados estaduais e deputados federais).

Para isto, a executiva regional do partido teve de adiar os encontros que estavam marcados para ocorrer em Dourados no próximo dia 15 e em Campo Grande, em 15 de março. 

O presidente da executiva regional, deputado estadual Júnior Mochi, disse que o adiamento dos encontros de Dourados e da Capital foi sugerido pelos membros do partido que sentiram a necessidade de promover algumas adequações no programa “MS no caminho certo”, deflagrado pelo diretório para mostrar a população os investimentos que os governos do PMDB fizeram e pretendem fazer no Estado.

O programa também foi criado para colher sugestão do eleitor sobre as prioridades de cada região com objetivo de incluí-las na plataforma de governo de Nelsinho Trad.

“Depois do carnaval ficamos de marcar as datas, provavelmente o de Dourados será realizado depois do dia 15 de março e o de Campo Grande no começo de abril”, adiantou Mochi, que organiza o partido visando colocar a campanha do ex-prefeito Nelsinho Trad na rua.

CONFRONTO

A ideia do PMDB é costurar um amplo arco de alianças visando à sucessão do governador André Puccinelli (PMDB). Os entendimentos com dirigentes de outros partidos estão sendo mantidos pelo próprio Nelsinho, que recebeu a incumbência do diretório regional de viabilizar sua candidatura e fortalecer seu palanque com a participação do maior número de aliados possível.

O diretório regional planeja trazer a Mato Grosso do Sul o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP), principal expoente do diretório nacional, para prestigiar o último de uma série de encontros regionais que o partido vem promovendo no Estado e que será finalizado com uma mega-festa política em Campo Grande, em abril.

Sem acordo com os rivais petistas em torno da efetivação da mesma aliança que deverá ser reeditada em nível nacional entre a presidente Dilma Rousseff e Temer, a cúpula regional decidiu convidar Temer para oxigenar a campanha de Nelsinho ao governo estadual.

Apesar disso, as principais lideranças dos dois partidos ainda nutrem esperança num acordo tanto em Mato Grosso do Sul quanto e outros estados brasileiros.

Se o projeto não prosperar, Nelsinho deverá enfrentar na campanha eleitoral deste ano o senador Delcídio do Amaral (PT) e, provavelmente, o prefeito de Dourados, Murilo Zauith (PSB), que deve anunciar sua candidatura ao governo estadual orientado pelo presidente nacional do partido, governador de Pernambuco, Eduardo Campos, pré-candidato à Presidência da República. 

Embora seu desejo seja postular o Senado, o deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB) também analisa a possibilidade de entrar no confronto, dependendo do encaminhamento a ser dado pelo comando nacional que quer fortalecer a candidatura do senador Aécio Neves (PSDB-MG) a presidente da República nos estados.