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Política

Por 21 votos a oito, vereadores aprovam Comissão que pode cassar Alcides Bernal

Segundo os parlamentares, a investigação pode levar ao afastamento e até mesmo à cassação do prefeito, mas dará direito para o Executivo se defender das acusações.

Midiamax

15 de Outubro de 2013 - 15:17

Mesmo com as supostas manobras que lotaram o plenário da Câmara Municipal nas últimas sessões, os vereadores de Campo Grande aprovaram com 21 votos a favor a abertura da Comissão Processante contra o prefeito Alcides Bernal (PP) nesta terça-feira (15).

Os trabalhos da comissão devem analisar o relatório da CPI da Inadimplência, popularmente chamada de CPI do Calote, que apontou supostas irregularidades em pagamentos que teriam deixado de ser realizados e em contratos realizados pela Prefeitura Municipal de Campo Grande desde que Bernal assumiu, em janeiro deste ano.

Após analisar o relatório final, a Procuradoria Jurídica da Câmara emitiu um parecer favorável pela instalação da Comissão. O pedido foi feito por Raimundo Nonato, Luiz Pedro Guimarães e Eder Sanches. Todos protocolados no dia 30 de setembro.

Segundo os parlamentares, a investigação pode levar ao afastamento e até mesmo à cassação do prefeito, mas dará direito para o Executivo se defender das acusações.

Derrota política

A aprovação da Comissão Processante é a maior derrota política que Alcides Bernal sofreu desde que assumiu. Reiteradamente o prefeito tem negado as irregularidades e se diz vítima de perseguição, mesmo assim, lutou até o fim para impedir as investigações por parte dos vereadores.

Alguns vereadores revelaram que o prefeito chegou a ligar pedindo para que tentassem evitar a votação pela Comissão.

As escolhas de quem até os últimos momentos estava indeciso definiram a instalação da comissão por 21 votos a oito e mostram o cenário político desfavorável que Bernal enfrenta no Legislativo campo-grandense.

Os vereadores a favor da investigação foram:

Edil Albuquerque (PMDB), Paulo Siufi (PMDB), Carla Stephanini (PMDB), Mario Cesar (PMDB), Vanderlei Cabeludo (PMDB), Airton Saraiva (DEM), Paulo Pedra (PDT), Grazielle Machado (PR), Chiquinho Telles (PSD), Delei Pinheiro (PSD), Alceu Bueno (PSL), Eduardo Romero (PTdoB), Flávio César (PTdoB), Otávio Trad (PTdoB), Elizeu Dionízio (SDD), Chocolate (PP), Jamal (PR), Rose Modesto (PSDB), Juliana Zorzo (PSC), Coringa (PSD) e Edson Shimabukuro (PTB).

Os vereadores contra a investigação foram:

Zeca do PT, Alex do PT, João Rocha (PSDB), Cazuza (PP), Airton Araújo (PT), Gilmar da Cruz (PRB), Luiza Ribeiro (PPS) e Carlão (PSB).

Caso de Polícia

Nas últimas sessões, os vereadores identificaram inúmeros indícios de que aliados de Bernal estariam 'forjando' manifestações que lotaram a Câmara e tumultuaram os trabalhos, adiando a votação encerrada hoje.

O caso acabou na polícia, que deve indiciar por formação de quadrilha mandantes, líderes e supostos falsos protestantes que foram flagrados nos tumultos.