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Política

Por determinação de Bernal, PP pode deixar base do prefeito Ari Basso na Câmara

Caso haja de fato o rompimento da aliança com o PSDB, o único vereador “progressista” na Câmara, Cledinaldo Codócio, pode deixar a base aliada do governo.

Flávio Paes/Região News

09 de Outubro de 2013 - 00:06

O Partido Progressista (PP), por determinação do prefeito da Capital, Alcides Bernal, presidente regional da legenda, pode estar com os dias contados na base política do PSDB em Sidrolândia.  Bernal tomou a decisão de rever a posição do partido após ser informado que o advogado Kennedi Mitrioni Forgiarini, presidente da Executiva Municipal, foi exonerado da Secretaria de Administração.

Caso haja de fato o rompimento da aliança com o PSDB, o único  vereador “progressista” na Câmara, Cledinaldo Cotócio, pode deixar a base aliada e  passar a ser oposição se juntando aos outros dois vereadores que subiram no palanque tucano e hoje, após se desfiliarem do PSDB, formam a bancada do PROS. Fizeram esta migração Mauricio Anache e Marcos Roberto.

Está orientação foi uma resposta à decisão do prefeito Ari Basso de retirar do partido o comando da Secretaria de Administração oferecida ao PP nas negociações que resultaram na aliança com os tucanos na eleição de outubro e no pleito suplementar de março. O acordo teria sido fechado em junho do ano passado entre o prefeito, na época deputado estadual, com o então pré-candidato à Prefeitura, Enelvo Felini, testemunhado pelo assessor de Bernal na época, Kennedi Forgiarini.

Inicialmente Bernal reivindicou de Enelvo a indicação da empresária Maria Gilca como vice da chapa do PSDB. Segundo o ex-secretário, Enelvo disse que não podia atender a pretensão porque a vaga estava reservada ao PT. Concordou em oferecer ao partido duas secretarias, mas na montagem de Governo, os “progressistas” ficaram com apenas uma secretaria reservada a Kenendi, um dos coordenadores da campanha de Felini.

O vereador Cledinaldo Cotócio ficou na incumbência de retransmitir a determinação de Bernal para o prefeito Ari Basso de que o PP vai romper a aliança firmada nas suas eleições, caso o chefe do executivo não reveja seu posicionamento. Cledinaldo deve  ser candidato a deputado estadual, compondo a chapa do partido que disputa a Assembleia Legislativa.

No dia seguinte a sua saída da Secretaria de Administração,  Kennedi Mitrioni chegou a anunciar publicamente que o partido se manteria aliado da administração municipal.

Sem maioria

Com  o rompimento da aliança com o PP, a base aliada do prefeito na Câmara que começou a gestão com sete integrantes, fica restrita praticamente a quatro vereadores: Ilson Peres, Vilma Felini, Sérgio Bolzan e Edivaldo dos Santos. Para aprovação dos projetos, o Executivo terá de negociar com os cinco vereadores que se declaram independentes: Waldemar Acosta (PDT) e a bancada do PROS, integrada por David Moura de Olindo, Mauricio Anache, Marcos Roberto  e Jurandir Cândido.

Nesta leitura política, Cledinaldo Cotócio se juntaria aos oposicionistas; Rosângela Rodrigues (PMDB), Nélio Paim (PR) e Edno Ribas (PDT). Nossa reportagem tentou contato com o vereador no inicio na noite de ontem, sem sucesso. Por telefone, Kennedi Forgiarini confirmou as declarações de Alcides Bernal, mas não quis se posicionar quanto à sua exoneração que deixou o partido de fora do primeiro escalão do governo.