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Política

Por unanimidade, PSDB aprova expulsão de José Chadid do partido

A expulsão foi votada através de voto aberto, e todos os 34 membros presentes do Diretório foram favoráveis à saída de Chadid do partido.

Campo Grande News

15 de Outubro de 2013 - 10:20

O secretário municipal de Educação da gestão de Alcides Bernal (PP), José Chadid, foi expulso por unanimidade do PSDB regional. A decisão foi tomada na noite desta segunda-feira (14) pelo diretório municipal tucano.

Dos 45 membros do diretório municipal do PSDB, 34 estiveram presentes e votaram a favor da expulsão de Chadid. O secretário de Educação não esteve presente na reunião, e foi representado pelo advogado. “Acho que ele não ter vindo prejudicou ainda mais a situação”, afirmou Carlos Alberto Assis, presidente municipal tucano. Ele afirmou que a expulsão já era esperada dentro da sigla, e ocorreu “dentro dos conformes”.

A expulsão foi votada através de voto aberto, e todos os 34 membros presentes do Diretório foram favoráveis à saída de Chadid do partido.

Chadid foi expulso por descumprir o estatuto do partido, que diz que qualquer filiado que for assumir um cargo no Executivo precisa informar e consultar a agremiação partidária antes de assumir. Pelo mesmo motivo, a presidente da Fundação Municipal de Esporte, Leila Machado, deve ser expulsa na reunião marcada para o dia 21, às 18 horas.

Polêmica - No caso de Chadid e Leila Machado, os processos éticos se arrastam há quase quatro meses. Inicialmente foram nomeados três membros do partido para avaliar a situação dos dois secretários. Essa comissão conseguiu ouvir apenas Leila Machado, já que Chadid não compareceu, apesar de ter sido várias vezes convocado.

Um filiado denunciou os dois por infringência ao estatuto partidário, com a Comissão de Ética tendo emitido parecer pela expulsão de José Chadid e Leila Machado. A Executiva municipal do PSDB referendou essa decisão.

Toda a polêmica sobre a expulsão dos secretários Leila e Chadid surgiu quando o PSDB rompeu politicamente com o prefeito Alcides Bernal, a quem apoiou no segundo turno da eleição do ano passado na Capital. Os tucanos queriam participar da administração fazendo indicações que passassem pela aprovação das instâncias partidárias, mas Bernal optou por fazer escolhas pessoais.

Os líderes do PSDB, capitaneados pelo deputado federal Reinaldo Azambuja, fizeram várias reuniões com Bernal para tentar convencê-lo a dar espaços políticos ao partido e não a tucanos escolhidos por ele. Não adiantou e o rompimento político foi inevitável.