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Política

Prefeito inicia 2015 com desafio de promover reforma no secretariado e ampliar base na Câmara

Prefeito terá de trocar alguns secretários que estão tendo um desempenho insatisfatório, sem perder o apoio de quem os indicou e abrir espaço no 1º escalão.

Flávio Paes/Região News

04 de Janeiro de 2015 - 22:59

Além das questões orçamentárias e financeiras, o prefeito  Ari Basso já nestes primeiros dias de 2015 terá de enfrentar o desafio de promover a reforma no secretariado. Terá de trocar alguns secretários que estão tendo um desempenho insatisfatório, sem perder o apoio de quem os indicou e abrir espaço no 1º escalão a novos aliados para garantir maioria na Câmara. 

Há ainda duas secretarias sem titulares desde novembro quando foram exonerados os ex-secretários Di Cezar (do Desenvolvimento Econômico ) e Wolfgang Leo Arruda Herzog (da Controladoria). O prefeito deve nomear nos próximos dias o substituto de Wolfgang, mas manterá a jovem Raylla Galhardo como interina da Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

“Não tem recurso para nada”, justifica o prefeito, indiferente às críticas por entregar, ainda que provisoriamente, para uma funcionária que só era secretária do ex-secretário. Há uma proposta, nunca efetivada, de extinguir a Secretaria e transformá-la num Departamento da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente.  

Os secretários de Habitação, Infraestrutura e Serviços Públicos, Antonio Galdino e de Saúde, Leila Couto, são os mais fortes candidatos a deixarem seus cargos. A atuação  de ambos é alvo de muitas críticas que parte não só da oposição, mas de dentro do próprio governo. A maior queixa contra ambos é que não conseguem exercer autoridades sobre os funcionários das suas respectivas secretarias e com isto, acabam escancarando os problemas destas duas áreas estratégicas.

A mais de um interlocutor o prefeito já manifestou insatisfação com o trabalho desenvolvido por Galdino. Ele não conseguiu extirpar com a cultura interna muito arraigada na Secretaria, que é a do gato, ou seja, o uso de caminhões e equipamentos da Prefeitura para serviços particulares, em troca de alguns mimos que vão de gratificação em dinheiro ou mesmo “presentes” para reforçar o cardápio doméstico dos funcionários, com frango caipira, leitão ou alguns quilos de carne. 

Há um verdadeiro comércio, feito de forma escancarada, que é a venda de aterros. Os primeiros a serem informados do descontentamento foram justamente os vereadores Waldemar Acosta e Edno Ribas, ambos do PDT. O partido migrou para a base do Governo, a partir da ida, Galdino subiu para o 1º escalão.

Por conta da questão política, substituir Galdino será uma tarefa delicada que exigirá habilidade para não comprometer o já complicado relacionamento com a Câmara.         

A Secretaria de Saúde é objeto de desejo do Solidariedade, mais especificamente do vereador Jurandir Cândido, que pleiteia a indicação para o cargo do seu irmão, o ortopedista João Cândido.

O prefeito em princípio não foi simpático à proposta, mesmo diante da possibilidade de assegurar dois votos na Câmara (de Jurandir e David Olindo), recuperando a maioria no Legislativo, onde o governo só conta com seis vereadores.  Seu temor é  indicar um médico para comandar a Secretaria é que ele acaba se rendendo aos interesses corporativos.

Sondado para o cargo, o empresário Jair do Nascimento, presidente do Hospital Elmiria Silvério Barbosa, recusou o convite, já que se assumisse a Secretaria, teria de abandonar a gestão da sua empresa. Continua indefinida a Secretaria da Juventude, Esporte e Lazer, que teve sua extinção comentada várias vezes, reduzida a um departamento da Secretaria de Educação. Por enquanto, o secretário Clayton Ortega se mantém no cargo.