Política
Prefeito terá primeiro teste de votação após perder maioria na Câmara
A base governista que começou a legislatura com sete integrantes, agora se resume a quatro.
Flávio Paes/Região News
14 de Outubro de 2013 - 09:33
O prefeito Ari Basso enfrentará a primeira votação de projeto do Executivo depois de teoricamente ter pedido a maioria parlamentar no legislativo sidrolandense. A base governista que começou a legislatura com sete integrantes, agora se resume a quatro (incluindo o presidente Ilson Peres) porque dois vereadores (Mauricio Anache e Marcos Roberto) debandaram do ninho tucano, se juntando a David Olindo e Jurandir Cândido para formar a bancada do recém-criado PROS (Partido Republicano da Ordem Social).
O terceiro dissidente é o 1º-secretário Cledinaldo Cotócio, único integrante da bancada do PP que se bandeou para a oposição depois da demissão do secretário de Administração, Kennedi Mitrioni Forgiarini, o presidente da Executiva Municipal do partido. Já circula nos bastidores a informação de que após uma segunda conversa com o prefeito Ari Basso, o progressista teria repensado e pode ignorar a orientação do prefeito Alcides Bernal , seu guru político, de fazer oposição, permanecendo aliado do Executivo.
De qualquer forma o Executivo contará com o voto favorável do vereador Waldemar Acosta (PDT), que tem preferido uma atuação de independência nas votações. Não vejo razão para rejeitar este projeto de criação de cargos que é uma prerrogativa do prefeito. Caso a proposta seja rejeitada vai comprometer o concurso público em andamento que prevê vagas que não existem na estrutura, observa Waldemar. Estão sendo criados, por exemplo, vagas para professores da etnia terena atuarem nas escolas das aldeias.
Ele considerou um equívoco a estratégia de vereadores da Comissão de Legalidade e Cidadania que por três semanas obstruíram a tramitação, retardando o parecer. O presidente da Comissão, David Olindo, pretendia encaminhar parecer contrário à proposta, contrariado porque a secretária de Administração, Sonia Dal Paz Leite não deu explicações sobre o projeto e o contrato firmado com a FAPEC, fundação da Universidade Federal responsável pela organização e realização do concurso.
Se a Prefeitura mantém 900 funcionários contratados, porque abrir concurso só com 316 vagas?, é um dos questionamentos de David. Ele se mostra contrariado com o fato da escolha da Fapec não ter sido precedida de licitação, além de ter recebido da Prefeitura uma cópia do contrato que não estava datado e sem numeração.
Depois de serem surpreendidos com o parecer favorável da Comissão de Legalidade, os vereadores Edno Ribas e Nélio Paim, esperam que a bancada do PROS ao deliberarem sobre o mérito do projeto, votem contra. Conforme Nelinho, o fato de dois vereadores do novo partido (David e Mauricio Anache) que integram a Comissão de Legalidade terem acompanhado o relator, Edivaldo dos Santos, no parecer favorável à proposta, não significa que nesta segunda-feira votarão com o Governo.




