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Política

PT decide hoje se lança ou não candidato

Dourados Agora

30 de Dezembro de 2010 - 09:35

É hoje à noite, na Câmara de Vereadores que os mais de 150 delegados do Partido dos Trabalhadores (PT), vão decidir através de voto interno, se lançam ou não candidatura própria à prefeito de Dourados. Elias Ishy, pré-candidato a prefeito, diz que o PT cresceu muito e se transformou num dos mais fortes e respeitados partidos de esquerda no mundo, com organizações sociais. “Nossa luta eleitoral precisa estar alinhada com a luta política e a ideológica do PT.

Não é natural que um partido como nosso, de esquerda, se alie com outro que têm características totalmente opostas. Temos que pensar no fortalecimento do partido. Essas lideranças que tentam forçar uma aliança com o DEM, estão camuflando suas reais intenções, que vão de encontro com seus projetos pessoais. Eles querem e estão negociando espaços nas esferas públicas, como secretarias e a vice”, desabafou o pré-candidato.

Um dos pré-candidatos a vice-prefeito, numa eventual candidatura de Ishy, é o empresário Ricardo Demaman. Ele acredita que uma aliança com o DEM enfraquece o PT, além de comprometer a história de luta do partido. “Num acordo de cúpula, com apenas um grande partido disputando, enfraquece a democracia e mais uma vez quem sai pre-judicado é o povo douradense. Vou lutar para que a candidatura do Elias seja aprovada no encontro, iremos para as ruas defender o nosso projeto e mostrar para o povo douradense que ainda existe democracia em nossa cidade”, enfatizou o empresário.

Várias lideranças do Partido dos Trabalhadores estiveram reunidas na noite da última terça-feira, na sede do Diretório Municipal do PT de Dourados, discutir candidatura própria no pleito eleitoral que se aproxima. Em nota emitida pela assessoria do partido o vice-presidente estadual do PT/MS, Rubens Alves, explica que parte da militância douradense apresenta resistência a uma possível aliança com o DEM. “Esta plenária mostra existem militan-tes que não aceitam uma aliança com a direita, não quer se aliar com o DEM e está preparada para ir às ruas e fazer campanha. Essa posição mostra ainda que quando alguns líderes perdem suas referências, cabe a base militante derrotá-los e retomar a construção do novo, reatando os laços da organização partidária suas bandeiras de lutas”, declara.

Por outro lado, o ex-prefeito de Dourados Laerte Tetila, eleito deputado estadual pelo PT, nas últimas eleições e que representa outra corrente dentro do partido, defende o governo de coalizão encabeçado pelos Democratas. “Diante da situação em que se encontra a nossa cidade, o bom senso deve prevalecer. O cenário impõe-nos um compromisso, não com uma pessoa ou partido, mas com a sociedade. Esse pacto por Dourados envolve 15 partidos quase a totalidade existente no município. Este mutirão político tem como objetivo enfrentar uma crise profunda que se instalou na cidade e resgatar a auto-estima dos douradenses”, enfatizou Tetila.

O deputado não vê nenhum problema o PT participar da coalizão. “É um pacto suprapartidário, temporário e circuns-tancial em razão dos acontecimentos graves que repercutiram em todo o Brasil e até no exterior e prejudicaram a ima-gem de Dourados”, ressalta o ex-prefeito.

Tetila explica que uma candidatura própria, nesse momento, sem recursos e com pouca força política, será fadada ao fracasso. “De fato o Partido dos Trabalhadores sempre ousou lançar candidatura própria, nas eleições municipais, mas hoje encontra-se construído e amadurecido. Nenhum petista vai abrir mão de seus princípios, nem de sua história, por fazer parte de uma coalizão, ainda mais quando se trata de um grande pacto político. O fato de participarmos de um governo de coalizão, não nos fará deixar de sentir e agir como petistas”, salientou o deputado.

Essas correntes do PT já tem negociado com o DEM participações em secretarias, possivelmente três e ainda a indicação de Dinaci Ranzi, ex-diretora do Hospital Universitário, para ser a candidata a vice-prefeita do vice-governador Murilo Zauith.