Política
Falta de apoio do MDB em SP pode ‘forçar’ Simone Tebet a trocar de partido
Sem apoio em MS e com a possibilidade de o MDB nacional 'virar as costas', ministra deve deixar sigla emedebista.
Midiamax
28 de Janeiro de 2026 - 14:30

Assim como acontece em Mato Grosso do Sul, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, também pode enfrentar a falta de apoio do MDB nacional, se acaso disputar uma cadeira ao Senado pelo Estado de São Paulo.
A proximidade do presidente da sigla, Baleia Rossi, com o governador daquele estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ‘empurra’ Tebet para outro partido, caso bata o martelo sobre concorrer no estado vizinho.
Enquanto muitos já anunciam a pré-candidatura na disputa para as eleições de 2026, Tebet ainda não definiu se vai concorrer a uma vaga ao Senado Federal por Mato Grosso do Sul ou por São Paulo.
Em Mato Grosso do Sul, por ser uma ministra do Governo Lula, lideranças emedebistas de MS já afirmaram que não devem apoiar Simone em uma possível pré-candidatura; mas, pelos bastidores, a conversa é que ela deve enfrentar o mesmo problema em São Paulo, devido à proximidade de líderes do partido emedebista com o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que é grande apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Sendo ministra de Lula, Simone deve fazer palanque para o atual presidente durante as eleições, o que tem deixado lideranças do MDB de ‘cabeça quente’. Em Mato Grosso do Sul, líderes do partido confirmam que Tebet não terá apoio caso apresente ‘discurso lulista’.
Em São Paulo, o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, tem mostrado proximidade com o governador de São Paulo, Tarcísio. Ele ainda não disse qual pré-candidato à Presidência deve apoiar; mas uma possível pré-candidatura do Republicano à cadeira presidencial pode fazer com que Simone enfrente obstáculos e falta de apoio.
Em entrevistas, Rossi alega aguardar o período da janela partidária para definir qual pré-candidato à Presidência o MDB vai apoiar. Enquanto isso, Simone aguarda uma reunião com o presidente Lula para definir o futuro político.
Segundo informações preliminares, a ministra teria recebido o convite de migrar para o partido do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), mas a assessoria de imprensa da ministra não confirma e aguarda o posicionamento do presidente Lula.
O PSB, por ser uma sigla de centro-esquerda, se ela se filiar, Tebet pode ter mais liberdade em apoiar e receber apoio do presidente Lula.
Ainda conforme a assessoria de imprensa da ministra, a chefe da pasta do Orçamento e Planejamento não está comentando sobre o futuro. Nesta semana, ela participa de uma agenda com o presidente no Panamá. Apesar da viagem juntos a trabalho, não está confirmado que, nela, haverá uma reunião para debater mudanças e alianças políticas.
Enquanto Simone não define o próprio futuro, o MDB de MS segue prestando apoio ao bloco governista do atual governador, Eduardo Riedel (PP), que vai tentar reeleição ao cargo em 2026.
Nas redes sociais, apesar de não confirmar concorrer pelo Estado de São Paulo, Simone Tebet tem mostrado indícios da possibilidade. Recentemente, a ministra parabenizou a capital paulista no aniversário da cidade. A postagem foi seguida de muitos apoiadores, que já consideram a ministra uma forte concorrente às vagas no Estado, incluindo de governadora.




