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Política

Russomanno defende turismo de lazer em encontro com empresários

G1

11 de Setembro de 2012 - 15:12

O candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, almoçou na tarde desta terça-feira (11) com empresários da União Brasileira dos Promotores de Feiras (Ubrafe), no ExpoCenter Norte, na Zona Norte de São Paulo. Ele disse que a cidade deve ser mais voltada ao turismo de lazer, que gera recursos para diversas cidades em todo mundo, não apenas turismo de negócios.

Durante o evento, ele também respondeu a perguntas sobre uma reportagem do jornal “Diário de S.Paulo”, que acompanhou uma palestra para cabos eleitorais do adversárioJosé Serra, do PSDB. Uma espécie de apostila de orientação traz supostos pontos negativos dos outros candidatos, entre eles Russomanno e Fernando Haddad, do PT.

O candidato do PRB disse que não iria comentar o assunto para não baixar o nível da campanha. “A população de São Paulo não merece isso, merece que propostas sejam discutidas”, afirmou. Ele afirmou que a coordenação da campanha avalia se vai entrar com uma representação contra o PSDB.

O candidato também comentou a informação divulgada nesta terça pelo jornal "O Globo" de que o Ministério Público Eleitoral investiga Russomanno por suposto crime de captação indevida de votos durante a campanha.

Segundo o promotor Roberto Senide, o candidato teria entregue cartões da sua ONG Inadec, de defesa do consumidor, durante suas passeatas. “É uma investigação preliminar após recebermos informações de que o candidato usa a ONG para obter votos de simpatizantes”, disse ao G1. Russomano já foi notificado e tem dez dias para apresentar sua defesa. De acordo com a Promotoria, a defesa será uma resposta por escrito para análise aprofundada dos fatos posteriormente.

Segundo Russomanno, a ONG atende gratuitamente desde 1995. “Fazer o bem agora é proibido? Nós só defendemos direito, garantir o direito individual e coletivo é compra de voto?”, questionou durante o evento nesta terça. Ele afirma não ter recebido qualquer notificação.

Em um dos casos, segundo relatos de testemunhas ao promotor, uma pessoa precisava de um advogado e recebeu orientação após ser encaminhada ao Inadec. Na outra situação, o solicitante dizi ter dificuldade para agendar uma consulta em um hospital municipal. De acordo com Senide, a consulta foi marcada após o pedido de ajuda.

“Preciso analisar as circunstâncias que os casos ocorreram e ouvir os beneficiados”, afirmou. Caso seja comprovada a irregularidade, a promotoria irá analisar como seria configurado o crime eleitoral e se existe crime penal.