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Política

Símbolo de fidelidade partidária, Moka completa 36 anos de PMDB

Seguramente, em Mato Grosso do Sul, o senador é um dos políticos no exercício de mandato popular com mais tempo de filiação a uma única legenda

Assessoria

06 de Fevereiro de 2014 - 14:26

Em 12 de abril de 1982, o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) em Mato Grosso do Sul recebeu a filiação de um médico recém-formado e um dos professores de cursos pré-vestibulares mais populares do Estado: Waldemir Moka. Essa informação é destaque no novo site do senador, lançado nesta quinta-feira (6).

Moka, como era conhecido entre os alunos, entrou para o PMDB naquele ano e de lá nunca saiu. Mas o tempo de partido é ainda maior, de 36 anos, se considerar o período de militância no velho MDB, que começou no início de 1978 quando ainda cursava Medicina na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Somadas essas filiações, Moka atinge a impressionante marca de 36 anos numa mesma agremiação, fato raro num país em que partidos são criados sem qualquer fundamento ou objetivo ideológico.

Seguramente, em Mato Grosso do Sul, o senador é um dos políticos no exercício de mandato popular com mais tempo de filiação a uma única legenda. “Nasci MDB, virei PMDB por causa da mudança do nome e vou encerrar minha carreira aqui”, avisa Moka.

No Congresso Nacional, o sul-mato-grossense também está entre minoria de políticos que nunca trocou de lado. No PMDB nacional, por exemplo, tem tempo de casa próximo de figuras de destaque, como os senadores Pedro Simon (RS) e Jarbas Vasconcelos (PE), além do deputado Mauro Benevides (CE), ex-presidente do Congresso Nacional.

“O bipartidarismo deixou apenas duas opções e escolhi o partido que fazia oposição ao regime militar, até porque eu era ainda muito jovem e queria participar das mudanças. Em seguida, o MDB virou PMDB e ali continuei”, explica.

Ao falar do PMDB, Moka se lembra de figuras nacionais e estaduais. Destaca a convivência que teve com o ex-governador Wilson Barbosa Martins, Plínio Barbosa Martins e Ramez Tebet, entre outros. Na esfera nacional, sempre se espelhou no jeito de fazer política especialmente de Tancredo Neves e Ulysses Guimarães. “Sou do tempo em que uma palavra dada valia mais que assinatura em papel”, ensina.

Ciclo completo

Moka começou como vereador em Campo Grande em 1982. Três anos mais tarde virou deputado estadual constituinte e se reelegeu duas vezes. Em 1998 foi eleito pela primeira vez deputado federal. Vieram outras duas eleições para o mesmo cargo. Em 2010, chegou ao Senado, completando ciclo único no Legislativo entre os políticos do Estado, eleitos pelo voto popular: vereador, deputado estadual, deputado federal e senador.

Votação crescente

Além de não pular etapas na carreira, Moka sempre obteve votações crescentes. Em nenhuma eleição conquistou menos votos que a anterior. O senador atribuiu esse fato ao cumprimento das promessas e dos acordos assumidos durante o processo eleitoral. “Faz 32 anos que estou na vida pública e digo que o eleitor não é bobo. Ele cobra o político e quem não cumpre ou trabalha como deve perde votos e até some do mapa político”, ensina.