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Política

Troca-troca partidário redefine bancadas na Assembleia Legislativa de MS

A migração de parlamentares de uma cadeira para outra, no entanto, fortaleceu apenas a bancada do PDT e reduziu o número de representante do PTdoB na Casa

Willams Araújo

07 de Outubro de 2013 - 07:07

O troca-troca partidário, cujo prazo permitido pela legislação eleitoral expirou-se no último sábado (5), redefiniu em pouca proporção as bancadas na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Até a data limite de filiação, as poucas acomodações ficaram por conta das saídas dos deputados estaduais George Takimoto, que trocou o PSL pelo PDT; Lauro Davi (ex-PSB) e Osvane Ramos (ex-PTdoB), que se abrigaram no recém criado Pros (Partido Republicano da Ordem Social).

A migração de parlamentares de uma cadeira para outra, no entanto, fortaleceu apenas a bancada do PDT e reduziu o número de representante do PTdoB na Casa, fora o surgimento do Pros. A bancada do PDT contava apenas com um único representante na Assembleia, Felipe Orro. Com a filiação de Takimoto, o partido passa a ter dois deputados.

Já a bancada do PTdoB, passou a contar com os deputados Márcio Fernandes e Mara Caseiro a partir da desfiliação de Osvane Ramos, que preferiu tentar a reeleição pelo Pros visando apoiar a candidatura do senador Delcídio do Amaral (PT), principal articulador da criação do novo partido, ao governo de Mato Grosso do Sul, no ano que vem.

Único representante do PSB na Assembleia, Lauro Davi, deixou a legenda atirando contra os ex-correligionários, dizendo que o partido estava parado no tempo aguardando definição da direção nacional e que por causa disso e poderia ficar isolado.

À imprensa, Lauro disse que deixou o partido para participar mais ativamente das eleições de 2014, sem entrar em conflito com lideranças do PSB. Presidido no Estado pelo vereador de Campo Grande, Alceu Bueno, o PSL também ficou no prejuízo ao perder Elizeu Dionízio, outro representante no legislativo municipal, para o recém criado SDD (Solidariedade).

PEN

Como já estava sem partido desde que sofreu pressão e ameaças de expulsão no PP por causa de divergências políticas com o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, o deputado Lídio Lopes filiou-se e assumiu o controle do nanico PEN (Partido Ecológico Nacional) em Mato Grosso do Sul.

Lídio não perdeu seu mandato na Assembleia porque a justiça entendeu que não houve ato de infidelidade partidária, e que o partido que decidiu por sua expulsão.

O deputado, que ganhou o cargo depois que o titular da cadeira, Paulo Duarte (PT), se elegeu prefeito do município de Corumbá, disse antes mesmo de sua filiação que no novo partido poderia levar seus projetos e criar novas expectativas políticas, o que não aconteceria se ele trocasse por uma legenda de maior expressão eleitoral.

“Recebei convites de vários partidos, mas em alguns não teria o espaço necessário”, previu Lídio, que tentará retornar à Assembleia em 2014.