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Política

Vadinho diz que foi mal interpretado e garante que não faz pressão para substituir secretária

Não basta ter os cargos e não ter autonomia na pasta para alavancar as politicas públicas do PT”, comenta Vadinho.

Flávio Paes/Região News

23 de Março de 2014 - 22:38

Apontado como articulador das pressões que setores do PT promovem para substituir a secretária de Assistência Social, o vereador Edivaldo dos Santos, até o ano passado era o líder do prefeito na Câmara, garante que  manterá posição de independência no Legislativo mesmo se Joana Michalski for exonerada e o PT indicar o novo secretário.

“As ações do governo em prol do povo terão meu apoio, mas serei justo quando houver projetos que não tenham esta linha. Tenho certa descrença nesta administração porque passei 12 meses acreditando que seria possível com esse grupo fazer aquilo que foi prometido em campanha”, dispara.

O vereador alega que suas declarações foram mal interpretadas. Quando disse que não seria base do governo na Câmara em troca do comando de Secretarias, se referia ao controle de gestão. “Não basta ter os cargos  se a pasta não tiver autonomia para alavancar as políticas públicas do PT”, comenta.

Embora se diga favorável à substituição da secretária, Vadinho garante que não partem dele as pressões para o prefeito promover a exoneração de Joana. ”Todo mundo sabe que eu sou a favor desta substituição na Secretaria de Assistência Social. Entretanto isto não vai mudar muita coisa se o substituto não tiver autonomia”, reforça.

O vereador reconhece que o PT faz parte da base do Governo, mas sua atuação parlamentar é independente da posição do partido. “Os cargos são do PT que não manda em meu mandato. Não vou votar contra, só para ser contra. Vou votar conforme  minha consciência, sempre tendo como objetivo atender os interesses do povo que me elegeu”, arremata.