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Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Quarta, 2 de Dezembro de 2020

Região

Tio-avô prende menino de dois anos com coleira de cachorro e ainda filma

Campo Grande News

21 de Outubro de 2020 - 07:41

Foto: Reprodução/Campo Grande News

A cena é repugnante. A criança de dois anos está num colchão jogado no piso, presa a uma coleira de cachorro, que está amarrada a uma corda. Voz masculina, da pessoa gravando a imagem, descreve: “O que eu faço com moleque arteiro ó? Põe na corda. Tá preso, preso. Aqui ó? É arteiro”.

"Vai ficar aí preso agora. Tchau. Vai ficar preso aí pra aprender. Fica enchendo o saco do tio. Tchau e obrigado. Fui", continua. A criança balbucia um "não". O homem ignora e diz: “foi, tchau”. A imagem chegou ao conhecimento da Polícia Civil em Chapadão do Sul, na tarde desta terça-feira  e o autor da violência foi preso por maus-tratos. Ele é tio da mãe do menino, ou seja, tio-avô da criança. Assista.

Segundo as informações divulgadas pela delegacia, o homem também é suspeito de cometer violência doméstica contra a sobrinha. Ele tem 37 anos. A vítima procurou a Polícia Civil no início da tarde de hoje para registro de boletim de ocorrência por violência doméstica e para fazer pedido de medidas protetivas de urgência.

“Ao ser ouvida, além de relatar as agressões por ela sofridas, disse que seu filho de apenas dois anos também era vítima de maus-tratos por parte do suspeito”, descreve a nota informativa da delegacia. Foi a jovem quem mostrou o vídeo gravado pelo próprio agressor  e disse que a criança ficou presa como forma de castigo.

O relato da mãe aos policiais foi de que tio arremessou objetos contra ela, além de ameaçar com facão nesta tarde. A filmagem foi feita em data não informada. A Polícia Militar foi acionada, compareceu ao local, mas o agressor havia fugido. Foi encontrado só no final da tarde por equipes do SIG (Setor de Investigações Gerais) da Polícia Civil.

Preso, foi levado levado para a unidade policial. Vai responder responder pelos crimes de injúria e ameaça contra a mulher e maus-tratos contra o menino.