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Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Quinta, 7 de Julho de 2022

Saúde

Casos de dengue dobram e os de zika aumentam 31,8% em 2022

Segundo o último boletim do ministério da Saúde, já são quase 465 mil casos da doença no Brasil. Um aumento de mais de 100% em comparação ao ano passado.

G1

27 de Abril de 2022 - 16:17

Casos de dengue dobram e os de zika aumentam 31,8% em 2022
Descarte irregular de lixo no Alto Tietê provoca o surgimento de casos de dengue — Foto: Reprodução/Diário TV

Os casos de dengue dobraram, em todo o país, de janeiro até agora, em comparação ao mesmo período do ano passado. O Jornal Hoje mostra que a preocupação com outras doenças também transmitidas pelo aedes aegypti também cresce.

Segundo o último boletim do ministério da Saúde, já são quase 465 mil casos (464.255 casos) de dengue no país. Um aumento de mais de 100% em comparação ao ano passado. 131 pessoas morreram por causa da doença e outras 191 mortes ainda são investigadas.

Além da dengue, o aedes aegpyti transmite outras doenças, como chikungunya e o zika vírus, que em grávidas, pode causar microcefalia nos bebês. No Brasil, foram registrados 1.480 casos de contaminação por zika, aumento de 31,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Os infectologistas alertam que a contaminação da mãe, em qualquer momento da gestação, pode prejudicar o desenvolvimento do bebê.

“Pode gerar microcefalia, pode gerar cegueira, calcificação cerebral, retardo mental ou todos eles juntos, E isso também pode ocorrer e ser observado depois do nascimento. Muitas vezes você faz esse acompanhamento durante a gestação e não consegue confirmar e aí a criança nasce e pode apresentar essas alterações que comentei”, explica o infectologista Alexandre Costa.

Para evitar essas doenças e a proliferação do mosquito é preciso tomar cuidado com o acúmulo de água.

“Eu tenho 20 anos que combato esse mosquito e não muda. Por mais que as pessoas sejam orientadas a não deixar água parada nos quintais a gente encontra, a não acumular lixo, a gente encontra lixo. É complicado, nessa parte assim o ser humano é falho, porque orientação a gente passa, mas não seguem”, alerta o agente de endemias Divino Carlos.