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Saúde

Secretário cobra maior resolutividade do hospital que tem só 26% de ocupação dos leitos

O hospital recebe hoje em torno de R$ 500 mil por mês dos três âmbitos de Governo (federal, estadual e municipal).

Redação/Região News

30 de Janeiro de 2020 - 13:44

Secretário cobra maior resolutividade do hospital que tem só 26% de ocupação dos leitos

O secretário Estadual de Saúde, Geraldo Resende, cobrou da direção da entidade mantenedora, melhor resultado do Hospital Elmiria Silvério Barbosa em termos de resolutividade, para que o fluxo de pacientes encaminhados para Campo Grande seja restrito aos casos de maior complexidade.

O hospital recebe hoje em torno de R$ 500 mil por mês dos três âmbitos de Governo (federal, estadual e municipal), dos 50 leitos, em média 13 são ocupados. Desde a entrada em funcionamento da UPA em junho de 2017, o número mensal de atendimentos ambulatoriais caiu de 28 para 18 mil por mês.

Tanto o município, quanto o Estado, rejeitaram a proposta do hospital para ampliar o nível de ocupação, de criar uma unidade intermediária de atendimento de pacientes sequelados (pessoas vítimas de AVC, ostomizados, que contaria com aporte financeiro do Ministério da Saúde, uma diária de R$ 300,00 por paciente nos primeiros 60 dias e de R$ 200,00, depois deste período.

A avaliação é que o recurso não cobriria os custos com a equipe multidisciplinar que teria de ser formada para atender os pacientes. No caso do agravamento do quadro, eles teriam de ser levados para Campo Grande, sob acompanhamento de um médico.

Geraldo Rezende na reunião que contou também com a participação de secretários municipais, de Saúde, de Governo e Procuradoria Jurídica, mostrou desagrado com alguns indicadores do hospital, com o índice médio de ocupação dos 40 leitos (26%). Em 2019, não foi cumprida a meta de eletivas (de 448 programadas, foram feitas 363) e o encaminhamento num mês de 40 grávidas para fazer cesariana na Capital.

Segundo o secretário Municipal de Saúde, Nélio Saraiva Paim, um dos entraves para que todas as cesarianas na cidade, inclusive de emergência, é a inexistência de profissionais (obstetra, pediatra, anestesista) que resida na cidade. Está negociada a contratação de um obstetra que viria uma vez por semana na cidade para fazer os partos agendados.