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SIDROLÂNDIA- MS

Complexo da Inpasa atrai trabalhadores do Nordeste por falta de mão de obra local

Atualmente estão trabalhando nas obras da unidade em que serão investidos R$ 1,2 bilhão, 240 trabalhadores, contingente que poderia dobrar caso houvesse gente interessada.

Redação/ Região News

03 de Dezembro de 2023 - 20:18

Complexo da Inpasa atrai trabalhadores do Nordeste por falta de mão de obra local
Canteiro de obras da Inpasa. Foto: Marco Tomé/Região News.

A implantação do Complexo Industrial da Inpasa escancarou um apagão de mão de obras mais qualificada em Sidrolândia. As 45 empresas parceiras da Inpasa que estão atuando na implantação da unidade tiveram de trazer trabalhadores do nordeste, especialmente do Maranhão, e já mantêm um esquema diário de transporte de funcionários residentes em Campo Grande.

Atualmente estão trabalhando nas obras da unidade em que serão investidos R$ 1,2 bilhão, 240 trabalhadores, contingente que poderia dobrar caso houvesse gente interessada e qualificada para preencher todas as vagas disponíveis.

Segundo Dario Soares, dono de uma das empresas parceiras da Inpasa (a N.B Construtora), a maior parte das vagas preenchidas por sidrolandenses é a de ajudante de obras, que exige menos qualificação e com salário mais baixo (R$ 1.600,00), que a remuneração de carpinteiro, por exemplo, R$ 2.700,00, com hora-extra, com aluguel e alimentação paga pela empresa (para quem não mora na cidade).

Aqueles que mostram interesse e aptidão, são treinados pela empresa para assumir funções de maior remuneração. A N.B conseguiu recrutar 15 funcionários, dos 20 que precisa. Do grupo contratado, 9 vieram do Maranhão, deixaram seus familiares a 3 mil km de distância, atraídos pela oportunidade de trabalho.

Pelo planejamento inicial da empresa, que pretende produzir por ano em terras sidrolandenses 500 milhões de litros de etanol do milho, no pico das obras serão gerados 2 mil empregos diretos.

A Zortea Construtora, a maior das terceirizadas da Inpasa, segundo Jailton Lúcio, neste estágio da obra, 260 trabalhadores já deveriam ter sido contratados, mas até aqui só 160 foram recrutados. A empresa já traz funcionários de Campo Grande que vem de ônibus.

Em janeiro vão chegar trabalhadores do Nordeste. A empresa já alugou 15 casas que servem de alojamento e precisa de mais residências. A projeção é chegar em junho de 2024 com 600 trabalhadores no canteiro de obras.

Houve uma tentativa de recrutar pessoal no Distrito de Quebra Coco, mas só apareceram sete interessados, quantidade insuficiente para manter uma linha diária de transporte. O mesmo será feito no Capão Seco, onde um funcionário da subprefeitura pediu demissão para assumir uma vaga de motorista numa das terceirizadas da Inpasa.

Desde o início das obras da Inpasa, conforme dados do novo CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), foram abertas 249 novas vagas com carteira assinada, ante as 86 de igual período do ano passado. Com 174 vagas, foi o segmento da economia que mais gerou emprego.