SIDROLÂNDIA- MS
Família de Sidrolândia está retida na Bolívia há seis dias após bloqueios impedirem viagem a Machu Picchu
Uma família sidrolandense está retida há pelo menos seis dias em La Paz, capital da Bolívia, após bloqueios de estradas e uma greve nacional.
Redação/Região News
11 de Janeiro de 2026 - 16:15

Uma família sidrolandense está retida há pelo menos seis dias em La Paz, capital da Bolívia, após bloqueios de estradas e uma greve nacional impedirem o prosseguimento da viagem com destino ao Peru, onde o grupo pretendia conhecer Machu Picchu e a cidade de Cusco, a cerca de 2.177 quilômetros de Sidrolândia.
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Estão em território boliviano, dona Rosa Vargas, seus filhos Kilkiner Vargas Oliveira e a nora, além do cirurgião-dentista Wesner Vargas de Oliveira, que mantém consultório em Maracaju. O empresário Marcos Vargas, proprietário da Autoescola Nossa Senhora Aparecida, está esperançoso num desfecho favorável para o quanto antes todos retornem pra casa.

A viagem teve início no fim de dezembro, quando a família passou o Ano-Novo em Bonito. No dia 1º de janeiro, seguiram de carro até Assunção, no Paraguai, e depois embarcaram em um ônibus com destino à Argentina. O roteiro incluía a passagem pela Bolívia antes de seguir ao Peru, mas acabou interrompido em La Paz, devido às manifestações.
Desde que chegaram à capital boliviana, os familiares já trocaram de hotel algumas vezes, enfrentando dificuldades de acomodação e mobilidade. Eles estão retidos na Bolívia, na cidade de La Paz, há seis dias, sem conseguir seguir viagem por via terrestre, enquanto aguardam a liberação das estradas.
“Minha esposa, meus filhos e meus familiares estão lá. Desejo que tudo se resolva da melhor forma possível e peço a Deus que traga segurança e que eles possam voltar para casa em paz”, afirmou Marcos Vargas.
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Marcos Vargas está confiante de que, com a intervenção do cônsul boliviano e da Embaixada do Brasil na Bolívia, a situação será resolvida e a família conseguirá retornar em segurança ao país.
Greve e bloqueios isolam La Paz e El Alto
As cidades de La Paz e El Alto, centro político e econômico da Bolívia, permanecem praticamente isoladas por via terrestre devido a bloqueios organizados pela Central Operária Boliviana (COB) e por grupos camponeses em protesto contra o Decreto Supremo 5503, que elimina subsídios aos hidrocarbonetos e possibilita novos ajustes econômicos.
Segundo a Polícia Nacional Boliviana, há cerca de 60 bloqueios de estradas em todo o país, sendo aproximadamente 35 apenas no departamento de La Paz, além de interdições nos departamentos de Oruro, Potosí, Cochabamba e Santa Cruz. Os protestos também afetam rotas internacionais que ligam a Bolívia ao Peru e ao Chile.
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A paralisação já provoca escassez de alimentos, aumento nos preços de produtos básicos, dificuldades no transporte de mercadorias e preocupação com possível falta de combustível, afetando principalmente regiões urbanas de baixa renda.
O impasse continua porque a COB defende a revogação total do Decreto 5503, enquanto o governo propõe apenas ajustes parciais. Enquanto não há acordo, turistas e moradores seguem enfrentando incertezas entre eles, a família de Sidrolândia, que permanece sem previsão de retomar a viagem.




