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SIDROLÂNDIA- MS

Licitação da coleta de lixo atrai 12 empresas; Morhena e Brilhar despontam como favoritas

A licitação lançada pela Prefeitura de Sidrolândia para a contratação dos serviços de coleta de lixo urbano e outros serviços ambientais atraiu 12 empresas interessadas.

Redação/Região News

11 de Janeiro de 2026 - 14:44

Licitação da coleta de lixo atrai 12 empresas; Morhena e Brilhar despontam como favoritas

A licitação lançada pela Prefeitura de Sidrolândia para a contratação dos serviços de coleta de lixo urbano e outros serviços ambientais atraiu 12 empresas interessadas. Entre elas, Morhena Coleta e Logística Ambiental atual responsável pelo serviço no município e Brilhar Serviços Ambientais que despontam como favoritas no certame, por terem apresentado os maiores descontos em relação ao orçamento de referência.

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Nesta segunda-feira vence o prazo de verificação da documentação, etapa necessária para a habilitação das empresas aptas a apresentar lances no pregão eletrônico. Outra participante, conforme a reportagem, é a Sol Ambiental, que participou da última licitação em 2019, quando chegou a recorrer ao Tribunal de Contas para contestar alguns dispositivos do edital.

O edital prevê um contrato anual estimado em R$ 11.903.412,90, valor que pode representar um aumento de 168,34% em relação ao custo atual da coleta, hoje fixado em R$ 4.435.542,28, caso a contratação ocorra pelo teto previsto.

Desde 2013, a coleta de resíduos em Sidrolândia até então restrita ao lixo domiciliar e à varrição urbana é executada pela Morhena, que realiza a coleta diária de cerca de 30 toneladas de resíduos, acumulando mais de 12 anos de atuação no município. Além dela, a Sol Ambiental também participa da disputa.

O edital amplia significativamente a gama de serviços contratados. Além da coleta de lixo doméstico (úmido e reciclável), o contrato inclui entulhos, materiais volumosos, galhos, folhas, resíduos da construção civil, roçada, raspagem, poda de árvores e varrição urbana. A cobertura passa a abranger não apenas a área urbana, mas também os distritos de Quebra Coco e Capão Seco, além da agrovila do Assentamento Capão Bonito I.

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Na zona urbana, o volume mensal de resíduos previsto sobe de 710 para 1.005,65 toneladas, um aumento de 41,64%. Apesar disso, o custo por tonelada cai de R$ 330,51 para R$ 278,65, redução de 15,69%. Ainda assim, o custo anual da coleta urbana cresce de R$ 2,81 milhões para R$ 3,36 milhões, impulsionado pelo maior volume de lixo estimado. Em todos os bairros, a coleta deverá ocorrer ao menos três vezes por semana.

Distritos concentram os maiores reajustes

Nos distritos, os reajustes são ainda mais expressivos. No Quebra Coco, o volume mensal de lixo aumenta 268,92%, passando de 14 para 51,51 toneladas, enquanto o custo por tonelada sobe 71,86%, chegando a R$ 567,04. Com isso, o custo anual do serviço salta 531,26%, de R$ 55,5 mil para R$ 350,5 mil.

No Capão Seco, a duplicação da frequência semanal eleva o volume mensal de 12 para 37,36 toneladas (213,33%). O custo por tonelada mais que dobra, alcançando R$ 811,08, e o gasto anual dispara 663,95%, chegando a R$ 363,6 mil. O aumento ocorre em uma região que registrou expansão urbana nos últimos quatro anos, com a implantação de ao menos 180 novas residências na agrovila do Assentamento Eldorado, no entroncamento das rodovias MS-258 e MS-455.

Na agrovila do Assentamento Capão Bonito I, apesar da expressiva redução do custo por tonelada de R$ 3.966,12 para R$ 803,08 o aumento da frequência e do volume coletado faz o custo anual crescer 695,91%, passando de R$ 47.593,44 para R$ 360,8 mil.

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Novos serviços ampliam impacto financeiro

O edital também incorpora serviços inéditos, como a coleta de resíduos da construção civil, galhos e roçada, com custo estimado de R$ 199,01 por tonelada para um volume mensal previsto de 1.873,99 toneladas. Esse item representa um impacto anual de R$ 4.295.491,26, o equivalente a uma fatura mensal de R$ 357.957,60.

Outra novidade é a coleta seletiva, com previsão de recolhimento de 87,45 toneladas mensais de lixo reciclável, ao custo de R$ 52.591,79 por mês, totalizando R$ 651.101,48 por ano. Atualmente, esse serviço é executado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, com o material destinado a recicladores.