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SIDROLÂNDIA- MS

Retida em protestos em La Paz, família de sidrolandenses só consegue passagem de volta para quinta-feira

Segundo ele, o clima na capital boliviana é de crescente tensão, com informações de que confrontos entre manifestantes e forças de segurança podem ocorrer a qualquer momento.

Redação/Região News

11 de Janeiro de 2026 - 16:34

Retida em protestos em La Paz, família de sidrolandenses só consegue passagem de volta para quinta-feira
Wésner e família no deserto de sal, na Bolívia. Foto: Arquivo Pessoal

Retida em meio a protestos na cidade de La Paz, sede do governo da Bolívia, uma família de sidrolandenses vive dias de medo e incerteza e terá que permanecer por pelo menos mais cinco dias em meio à escalada da violência no país vizinho. “A gente quer sair daqui. Estamos com muito medo”, afirma o dentista Wésner Vargas, de 38 anos.

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Segundo ele, o clima na capital boliviana é de crescente tensão, com informações de que confrontos entre manifestantes e forças de segurança podem ocorrer a qualquer momento. “Todos aqui estão falando que amanhã começarão os confrontos. Estamos pedindo ajuda, encarecidamente, para retornarmos ao Brasil”, relata.

Mesmo diante dos bloqueios em praticamente toda a cidade, a família conseguiu chegar ao aeroporto e comprar passagem para Santa Cruz de la Sierra, rota mais próxima para retorno ao Brasil via Corumbá. No entanto, o voo está marcado apenas para a noite da próxima quinta-feira (15), obrigando o grupo a permanecer na capital boliviana por mais dias sob clima de instabilidade.

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“Na volta do aeroporto estava tudo trancado, a gente quase não conseguiu chegar no hotel. Está ficando cada vez mais difícil”, desabafa o dentista.

Wésner também relata dificuldades em obter apoio oficial. Segundo ele, o consulado brasileiro na Bolívia não conseguiu prestar atendimento, e o auxílio recebido até o momento partiu do consulado boliviano no Brasil, que ajudou com informações e traduções.

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De acordo com o jornal boliviano El Deber, há 69 pontos de bloqueio em estradas pelo país, sendo 26 somente em La Paz. Os protestos começaram em 22 de dezembro, após um decreto presidencial que extinguiu o subsídio dos combustíveis, provocando aumento expressivo nos preços.