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SIDROLÂNDIA- MS

Gringo tenta intermediar negociação após recusa do prefeito em receber servidores; categoria pode deliberar greve em assembleia

O presidente da Câmara Municipal, Otacir Figueiredo, assumiu a iniciativa de intermediar um encontro entre o chefe do Executivo e representantes das categorias.

Redação/Região News

07 de Maio de 2026 - 13:00

Gringo tenta intermediar negociação após recusa do prefeito em receber servidores; categoria pode deliberar greve em assembleia
Presidente da Câmara Municipal, Otacir Figueiredo. Foto: Arquivo Região News

Diante da recusa do prefeito Rodrigo Basso em receber uma comissão de servidores para abrir a negociação salarial do funcionalismo, o presidente da Câmara Municipal, Otacir Figueiredo, assumiu a iniciativa de intermediar um encontro entre o chefe do Executivo e representantes das categorias.

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Caso o prefeito mantenha a posição de não abrir diálogo direto, os sindicatos que representam os servidores devem se reunir em assembleia geral na próxima segunda-feira para deliberar os próximos passos do movimento, incluindo a possibilidade de paralisação.

Desde as 7h desta quinta-feira, servidores municipais de diversas áreas realizam manifestação em frente à Prefeitura, cobrando a abertura da negociação da data-base de maio e criticando o que classificam como “inchaço” da máquina pública com cargos comissionados. O prefeito não recebeu uma comissão de representantes dos trabalhadores.

A mobilização é liderada pelo Siprems, pelo Sindicato dos Servidores e pela Associação dos Aposentados e Pensionistas.''

As entidades reivindicam reajuste salarial de 12%, considerado necessário para recomposição de perdas e valorização do funcionalismo.

O presidente do Sindicato dos Servidores, Wilber Soares Neto, afirma que o índice representa uma recomposição mínima diante das perdas acumuladas ao longo dos últimos anos. Segundo ele, o percentual não atende igualmente todas as carreiras.

“Os 12% são uma base de recomposição emergencial para o conjunto do funcionalismo, mas não refletem a defasagem real de todas as categorias. No caso dos professores, a perda acumulada chega a quase 39% quando se considera piso, inflação e defasagem histórica”, afirmou.

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Os sindicatos também criticam o aumento de cargos comissionados após a reforma administrativa. Segundo levantamento apresentado pelas entidades, o município ultrapassaria 600 cargos em comissão em fevereiro de 2026. Já a administração municipal sustenta que está próxima do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o que dificultaria a concessão de reajustes no momento.

A presidente do Siprems, Maristela Stefanello, afirma que a situação é consequência da ampliação da estrutura administrativa. “Não aceitaremos que os servidores efetivos paguem a conta do aumento da máquina pública”, disse.

As entidades defendem ainda que qualquer reajuste não seja inferior à inflação acumulada, estimada em 4,26%, e cobram inclusão de aposentados e servidores temporários na recomposição salarial.

Pauta do magistério

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No caso dos professores, a pauta apresentada pode resultar em reajuste acumulado de até 38,8% nos vencimentos da categoria. Em março, já houve reajuste de 5,4%, referente à correção do piso nacional do magistério.

A proposta dos educadores prevê três etapas: reposição inflacionária de 4,26% da data-base de maio, seguida da incorporação de 33,20% referentes à recomposição do piso nacional do magistério, prevista em estatuto da categoria desde 2016.

Com isso, o piso do Nível I passaria de R$ 3.720,30 para R$ 3.878,78 após a inflação e, em seguida, para R$ 5.166,54 com a incorporação total. No Nível II, com adicional de 20%, o valor chegaria a R$ 6.199,85, representando aumento acumulado de cerca de 39,4% em relação ao salário atual.