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SIDROLÂNDIA- MS

Justiça coloca em liberdade "mula" que viajou 2.537 km e foi presa com 7,1 kg de haxixe

Ela não teve a prisão preventiva porque o magistrado, com base nos interrogatórios da moça, concluiu que "atuou como uma espécie de mula".

Redação/ Região News

16 de Junho de 2024 - 23:13

Justiça coloca em liberdade "mula" que viajou 2.537 km e foi presa com 7,1 kg de haxixe
Ela não teve a prisão preventiva. Foto: Divulgação

O juiz Fernando Moreira Freitas, da Vara Criminal de Sidrolândia, colocou em liberdade  provisória uma jovem de 29 anos presa pela Polícia Rodoviária Federal no dia 9 com 70 esferas de haxixe presas ao corpo, 7,7 kg da droga avaliada em R$ 77 mil. A moça A. N. P. B. precisou ser internada após ter uma crise convulsiva.

Ela não teve a prisão preventiva decretada  porque o magistrado, com base nos interrogatórios da moça, concluiu que "atuou como uma espécie de mula", termo popularmente utilizado para descrever alguém que não atua corriqueiramente no tráfico de entorpecentes e cuja conduta consiste em transportar substâncias ilícitas mediante pagamento. O juiz autorizou a quebra do sigilo telefônico dela para subsidiar a continuidade da investigação e comprovar que ela realmente não tem conexões com o crime organizado.

A jovem, mãe de um menino de 5 anos, manicure desempregada, viajou de ônibus 2.537 km desde Vila Velha, no Espírito Santo, até Coronel Sapucaia, fronteira com o Paraguai, para pegar o haxixe e entregá-lo na cidade onde mora, recebendo R$ 4 mil pelo transporte.

A manicure foi presa às 11 horas da manhã quando viajava na poltrona 19 do ônibus que faz a linha Ponta Porã/Campo Grande. No interrogatório, ela contou que foi demitida após apresentar atestados médicos porque sofre de ansiedade. Ela mora com o pai, que é usuário de drogas. A única renda da casa é a aposentadoria da avó. Como passa por dificuldades financeiras, aceitou a proposta de uma amiga. Ela deu o telefone de um desconhecido que lhe ofereceu o serviço: ganharia R$ 4 mil para trazer uma encomenda em Coronel Sapucaia.

Recebeu três transferências via Pix que somaram R$ 3 mil para comprar a passagem de avião até Campo Grande e adquirir o vestido longo com babados e fita larga para amarrar a droga ao corpo. Desembarcou no aeroporto da Capital dia 5, de onde partiu de ônibus para Coronel Sapucaia. Lá foi recebida por dois homens e levada para a casa da namorada de um deles. Pegou a droga e embarcou numa van que a levou até Ponta Porã, onde pegou o ônibus de volta para Campo Grande.